Corredores de ônibus em São Paulo estão mais lentos que em 2013

Na Rebouças, velocidade média caiu de 11,62 km/h para 10,87 km/h quando se compara com primeiro trimestre deste ano

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

01 de junho de 2014 | 03h00

SÃO PAULO - A velocidade média de todos os corredores de ônibus da cidade de São Paulo nos horários de pico caiu no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. A estatística, que não considera os dados do Expresso Tiradentes, via segregada, foi feita com base nas tabelas da São Paulo Transporte (SPTrans).

No corredor da Avenida Rebouças, na zona oeste, a velocidade média caiu, no sentido centro, de 11,62 km/h, nos três primeiros meses de 2013, para 10,87 km/h entre janeiro e março deste ano. Na via do Jardim Ângela, na zona sul, a queda foi de 15,58 km/h para 13,44 km/h no mesmo período.

Na zona leste, o corredor da Avenida Pais de Barros, um dos primeiros da cidade, criado nos anos 1980, a velocidade média no sentido bairro caiu de 18,09 km/h para 17,05 km/h. 

O superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Luiz Carlos Mantovani Néspoli, explica que um dos problemas dos corredores atuais é que eles têm linhas sobrepostas. “Além disso, o embarque e desembarque é um dos fatores que seguram a velocidade dos ônibus. Porque tem degrau, catraca, o que faz o ônibus ser mais lento.” 

Os entraves podem ser resolvidos, diz Néspoli, com a racionalização das linhas e a cobrança da tarifa fora dos ônibus, nas paradas. Os 150 km de corredores prometidos pela gestão Fernando Haddad (PT) preveem essas inovações. A licitação, porém, foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), que afirma ter encontrado “significativo rol de irregularidades” nos editais de R$ 4,7 bilhões.

Em nota, a SPTrans informou que está tomando providências para melhorar a velocidade dos ônibus nos corredores, como a proibição da circulação de táxi no horário de pico. “Outras ações estão em estudo, como novas formas de organizar as linhas nos corredores, de forma que não prejudiquem a rotina dos passageiros.” 

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