TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO - 09/01/2014
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Corpus Christi: Estradas paulistas recebem 5,8 milhões de carros no feriado; neblina exige cuidado

Motoristas estão sendo orientados a adotar cautela extra por causa do nevoeiro comum nesta época do ano, que prejudica a visibilidade e deixa a pista úmida

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2022 | 05h00

SOROCABA - Cerca de 5,8 milhões de veículos devem passar pelas rodovias que atendem a região metropolitana de São Paulo durante o feriado prolongado de Corpus Christi, celebrado nesta quinta-feira, 16. Somente nas rodovias estaduais administradas por concessionárias e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), circulam 3,8 milhões de carros, segundo a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp). Outros 2 milhões passam pelas três principais rodovias federais. Os motoristas estão sendo orientados a adotar cuidados extras devido à possível formação de neblina nas estradas.

Os horários de pico, em que é mais provável a ocorrência de congestionamentos, vão das 16h às 21h desta quarta-feira, 15, e entre 7h e13h de quinta, 16. Pelo sistema Anhanguera-Bandeirantes, que liga a capital à região de Campinas, devem passar 850 mil veículos. Na quinta e no domingo, 19, os caminhões estão proibidos de circular na Bandeirantes, no trecho entre Jundiaí e São Paulo, devendo utilizar a Anhanguera, acessando essa rodovia a partir da saída do km 48 da Bandeirantes. No sistema Castelo-Raposo, entre São Paulo e Sorocaba, a previsão é de 638 mil veículos. A Castelo terá restrição de tráfego para caminhões, nesse trecho, na quinta e no domingo, a partir das 14 horas.

No sistema Anchieta-Imigrantes, principal acesso à Baixada Santista, 260 mil veículos devem seguir para o litoral. A concessionária fará a reversão de pistas, com a operação 7x3 (7 faixas em direção ao litoral e 3 no sentido da capital), nos horários de maior movimento. Na Rodovia dos Tamoios, cerca de 139 mil veículos devem utilizar as pistas rumo ao Litoral Norte. Com o aumento do tráfego, a nova pista de subida vai funcionar de forma contínua, permitindo a operação com duas faixas de rolamento em ambos os sentidos, no trecho de serra.

A previsão na Ayrton Senna-Carvalho Pinto é de que cerca de 1,2 milhão de veículos passem pelas quatro praças de pedágio do corredor, nos dois sentidos. Já no trecho inicial da Raposo, administrado pelo DER, vão passar 459 mil carros. O movimento do Rodoanel não foi computado pelos órgãos de trânsito por ser via de passagem. Só o trecho Oeste do Rodoanel deve receber 1 milhão de veículos. O trecho Sul deve receber 550 mil veículos e o Leste, 236 mil.

Entre as rodovias federais, o movimento maior é esperado na Fernão Dias, ligando São Paulo e Belo Horizonte, que deve receber 1 milhão de veículos. No trecho paulista, os motoristas devem redobrar a atenção entre Guarulhos e Atibaia, devido a declives acentuados. Na Dutra, ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro, a previsão é de 465 mil veículos durante o Corpus Christi. Já pela Régis Bittencourt, entre a capital paulista e Curitiba, devem passar 510 mil carros.

Neblina

A Artesp e as concessionárias alertam para o aumento na incidência de neblina nas rodovias, exigindo prudência dos motoristas. O fenômeno, comum nesta época do ano, prejudica a visibilidade e deixa a pista úmida, o que pode ocasionar colisões múltiplas e choques contra obstáculos, como muretas de proteção e guard-rails.

Nas estradas concedidas, os painéis de mensagem vão informar sobre os pontos com neblina. Nesses locais, além da redução de velocidade, recomenda-se o uso de farol baixo e maior distância em relação ao veículo da frente. Nos três invernos anteriores, foram registrados 299 acidentes devido à neblina, apenas em rodovias concedidas. Foram 89 em 2019, 119 no ano seguinte e 91 em 2021.

As rodovias mais críticas para neblina são as de acesso ao litoral, como o sistema Anchieta-Imigrantes. Sempre que o fenômeno é verificado e as condições de visibilidade ficam abaixo de 100 metros, é implantada a Operação Comboio pelo policiamento rodoviário, em conjunto com a concessionária. A medida tem como objetivo represar os veículos na altura das praças de pedágio para descer a serra em comboio com escolta, em baixa velocidade, a fim de evitar acidentes.

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