Corporação fala em ''coincidência'', mas confirma pedido por proteção

Para a Polícia Militar, foi apenas uma grande "coincidência" o fato de uma base móvel ter sido colocada ao lado do Shopping Cidade Jardim logo depois dos assaltos no endereço. A corporação, no entanto, confirmou que o shopping pediu para que policiais fizessem a proteção do complexo. "De fato, houve uma solicitação por parte do shopping, mas nós só colocamos a base ali por causa dos assaltos na Marginal do Pinheiros durante o trânsito", diz a 1.º tenente Rosana Ferreira de Sousa, do 16.º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento na área. "Foi coincidência mesmo."

Rodrigo Brancatelli, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2010 | 00h00

A reportagem flagrou, porém, que a base da PM permanece estacionada ao lado do shopping dia e noite, até em fim de semana, quando não há trânsito. Também é raríssimo o trânsito parar totalmente no local, e nunca houve denúncias de arrastões em carros na região. "A base está ali para policiar todo o entorno e evitar assaltos na Marginal, só isso", diz a tenente.

Desde os assaltos, o Shopping Cidade Jardim aumentou o número de vigilantes particulares e fechou as portas para os pedestres. Agora, quem chega a pé entra pelo antigo acesso de funcionários e passa por detector de metais. O serviço de manobrista deixou a entrada do shopping e passou para o 2.º subsolo. Também foi instalada uma cabine blindada do lado externo. Segundo a Associação Brasileira dos Lojistas de Shoppings (Alshop), um estabelecimento de grande porte como o Cidade Jardim desembolsa de R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões por ano com equipes e sistemas de vigilância.

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