EDISON TEMOTEO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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Corpo fica 12 horas à espera de serviço funerário em Osasco

Jovem de 24 anos foi surpreendido por duas pessoas em uma moto que passaram atirando; ele foi alvejado quatro vezes

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2015 | 09h59

SÃO PAULO - Doze horas após os ataques que deixaram 18 mortos na Grande São Paulo, o corpo de Eduardo Bernardino César, de 24 anos, ainda permanecia sobre o asfalto, coberto por um lençol amarelo por volta das 9h30 desta sexta-feira, 14. Testemunhas afirmam que ele foi alvejado ao menos quatro vezes por volta das 21h30 na Rua Eurico da Cruz. 

"Era um trabalhador, nunca deu trabalho para a polícia. Saiu para comprar um salgadinho e não voltou", disse uma tia da vítima. De acordo com testemunhas, ele foi surpreendido por duas pessoas em uma moto que passaram atirando. Os criminosos usavam capacete e ninguém conseguiu anotar a placa do veículo.

Rodrigo de Lima Silva, de 17 anos, estava sentado de frente para a Rua Professor Sud Menucci, quando um carro prata encostou na calçada. De dentro, uma pessoa, usando touca ninja, saiu com a mão escondida na cintura. Outro ficou no carro. Sem dizer nada, o que saiu atirou duas vezes contra o jovem. Um tirou o acertou o olho; o outro, a boca.

Os vizinhos contam que Silva frequentava o local, onde jogava fliperama e tomava sorvete. Ele, que andava de bicicleta, esperava passar um caminhão para pegar carona na traseira, antes de ser assassinado. A mulher do rapaz está grávida de três meses.

"Ele vivia em casa, com a mulher que está grávida de três meses", disse a irmã da vítima, Viviane Lima, de 27 anos. Silva era o caçula de seis filhos. A mãe, que velou o corpo na rua até as 9h30 desta manhã, saiu amparada por quatro pessoas, que a ajudavam a andar. Ela passou mal e precisou ir para o hospital. O corpo foi retirado da rua por volta das 9h30.

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