Corpo é descartado em área de entulho

O corpo de uma mulher - a 13.ª vítima retirada sem vida dos escombros dos três prédios que desabaram na quarta-feira no centro do Rio - foi retirado por uma escavadeira e levado para o terreno onde está sendo armazenado o entulho da operação de resgate. Só depois ele foi localizado e transportado para o Instituto Médico-Legal (IML).

FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2012 | 03h02

O secretário estadual da Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, lamentou o engano, mas não descarta que outros corpos também possam ter sido transportados para a área onde os escombros estão sendo armazenados temporariamente.

"A gente não pode descartar essa possibilidade, mas espera que isso não aconteça", afirmou o coronel, que não considerou erro o fato de o corpo não ter sido identificado na triagem dos bombeiros. "Não vejo como uma falha nossa. Isso aconteceu em um momento crítico, com chuva, durante a madrugada, e o corpo estava em muito mau estado", justificou.

Segundo ele, o foco do trabalho vai continuar sendo a área do desabamento, na Avenida Treze de Maio, e só depois do término da pesquisa nesse local, se ainda houver desaparecidos, o depósito será vasculhado. "O corpo está muito dilacerado, mas por uma das mãos conseguimos identificar que é de uma mulher", informou.

O entulho retirado da área do desabamento é transportado de caminhão até uma área na zona portuária, no centro do Rio, onde funcionários da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) fazem a triagem do material. Depois, ele é encaminhado para um terreno na Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde fica à disposição da perícia.

Até as 23 horas de ontem, 15 corpos já haviam sido retirados dos destroços e 12 pessoas ainda continuavam desaparecidas.

Remoção. Mais de 48 horas depois do desabamento no centro do Rio, aumentam as dificuldades das equipes de buscas, uma vez que ainda havia cerca de 20 mil toneladas de escombros no local.

Outras 30 mil toneladas de entulho já tinham sido removidas até o início da noite de ontem. Tanto socorristas quanto familiares têm poucas esperanças de que alguma vítima ainda seja encontrada com vida.

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