Corpo é achado dentro de mala, em quitinete na Bela Vista

Supostamente seria uma mulher, de cerca de 19 anos; ainda não há pista sobre a identidade ou o motivo do crime

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2011 | 03h03

O corpo de uma mulher foi encontrado dentro de uma mala, na noite de domingo, em um prédio na Rua Luiz Porrio, Bela Vista, região central de São Paulo, depois que vizinhos reclamaram a policiais militares sobre o mau cheiro vindo de uma quitinete. Até ontem, não haviam sido divulgadas a identidade da vítima nem a motivação do crime. A polícia ainda procura o assassino.

O síndico do prédio, Moisés Alves da Silva, de 27 anos, ligou para a PM por volta das 22h30. Com uma chave reserva, ele abriu a porta do apartamento para os policiais, que encontraram um cenário desolador. Tudo estava revirado e, no chão, havia uma mala coberta por uma grande sacola. Sob a sacola, o cadáver já estava em estado avançado de decomposição. No boletim de ocorrência registrado no 78.º DP (Jardins) não foi definido o sexo. Posteriormente, descobriu-se que era uma mulher, de cerca de 19 anos.

Policiais encontraram também uma bolsa e o RG de Giselle Garcia Barbosa de Farias, namorada do inquilino, chamado Leandro. Também acharam sangue no banheiro e em um lençol, que estava dentro de um balde na despensa.

Leandro vivia na quitinete com a namorada. Nenhum dos dois foi visto no local nos últimos cinco dias. Segundo vizinhos, há cerca de um mês uma outra mulher estava morando lá. Um dos principais objetivos agora é descobrir o motivo do sumiço de Leandro.

Odor. "Estava um mau cheiro desde sexta-feira. No começo, achei que eles tinham viajado e esquecido alguma coisa fora da geladeira", disse a dona de casa Neumara de Araújo Andrade, de 29 anos, vizinha da quitinete.

Na tarde de ontem, o mau cheiro persistia e Neumara se viu obrigada a deixar o apartamento com a filha, de pouco mais de 1 ano. "Ela não para de vomitar. Está terrível a situação", disse.

Segundo ela, o vizinho tem cerca de 25 anos, sotaque interiorano, cabelo preto, é moreno claro e trabalha à noite. Ele começou a aparecer pouco em casa desde que a mulher mais jovem passou a viver no local. Neumara teve pouco contato com ele, mas não se esquece de uma discussão, quando reclamou do cigarro de Leandro. "Ele falou que fumava na hora em que bem quisesse, porque pagava o aluguel."

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