Corpo do empresário Arthur Sendas é enterrado no Rio

Cerimônia foi acompanhada por familiares, amigos e funcionários do grupo; motorista presta novo depoimento

Felipe Werneck, de O Estado de S. Paulo,

21 de outubro de 2008 | 14h54

O corpo do empresário Arthur Sendas foi enterrado no início da tarde desta terça-feira, 21, no cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio. "Não dá para aceitar. Não dá para entender. É o tempo que vai ajudar a gente", disse um dos filhos do empresário, Nelson Sendas, que voltou de viagem ao exterior para o enterro do pai, assassinado na madrugada de segunda-feira.   Veja também: Suspeito de matar Arthur Sendas prestará novo depoimento Rede Sendas começou como armazém na Baixada Fluminense Rio decreta três dias de luto por morte de Arthur Sendas     O filho do empresário disse não acreditar na hipótese de tiro acidental alegada pelo acusado de matar Arthur Sendas. "Existe uma ponta de revolta por isso ter acontecido com uma pessoa tão boa", afirmou, após o enterro do pai.   "Não tem sentido. Meu pai era uma pessoa extremamente boa, justa, que fazia o bem para todo mundo. Cuidou de muitos funcionários, muita gente se formou, muita gente é alguma coisa na vida porque ele ajudou", disse Nelson Sendas.   Centenas de pessoas estiveram no cemitério, principalmente funcionários do grupo Sendas. Gil de Almeida, de 27 anos, trabalha desde os 14 anos como funcionário do grupo Sendas, e hoje é chefe de seção do supermercado da Taquara, em Jacarepaguá, zona oeste da capital. "Falei pessoalmente com ele cinco vezes. Ele sempre tratou bem os funcionários. Estava sempre feliz, brincando. Era um pai para todo mundo", afirmou.   A versão do motorista Roberto Costa Júnior, de 28 anos, que confessou ter disparado contra o empresário, não convenceu a Polícia do Rio em seu depoimento. Na segunda-feira, 20, ao se entregar, ele confessou que foi armado até a casa do empresário, mas disse que a arma disparou acidentalmente. Na tarde desta terça-feira, 21, o acusado deve prestar novo depoimento na 14ª Delegacia de Polícia onde está preso e, em seguida, deve ser transferido para uma das carceragens da Polinter.   Texto alterado às 15 horas para acréscimo de informações.

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