Corpo de Bombeiros do Rio expulsa 13 por greve

Entre eles está o líder do movimento, cabo Daciolo; grupo foi considerado culpado por 'incitar tropa à prática de ilícitos'

FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

13 Março 2012 | 03h06

O comandante do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Sérgio Simões, anunciou ontem a expulsão de 13 bombeiros acusados de liderar a greve da categoria, decidida em 9 de fevereiro. Todos foram considerados "culpados por articulação em manifestações de caráter político-partidário, nas quais incitaram ostensivamente a tropa à prática de ilícitos de natureza disciplinar e penal militar, além da adoção de conduta incompatível com a missão de bombeiro-militar". Entre os expulsos está o cabo Benevenuto Daciolo, principal líder do movimento grevista.

A expulsão é uma decisão administrativa. Os 13 bombeiros foram denunciados pelo próprio Simões ao Conselho de Disciplina da corporação. Esse órgão, composto por um major e dois capitães, analisou as condutas dos envolvidos e produziu um relatório em que considerou todos eles culpados.

A avaliação foi encaminhada a Simões que, como líder da corporação, tem o poder de decidir se cada bombeiro é inocente ou culpado e, no caso de ser culpado, qual deve ser a punição. As penas variam de advertência verbal a expulsão. A decisão pela expulsão foi publicada ontem em boletim da corporação.

Os 13 bombeiros têm cinco dias para recorrer ao próprio Simões. "Não havíamos decidido o que fazer (em caso de expulsão), porque acreditávamos que a decisão seria outra. Mas vamos nos reunir com os advogados para definir o recurso", disse Cristiane Daciolo, mulher do cabo Benevenuto Daciolo.

"Ainda não conheço o teor da decisão, mas assim que tomar conhecimento vou recorrer", anunciou ontem Grace Martins, advogada do bombeiro expulso.

Antes da decisão, Grace impetrou um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) para tentar anular o processo contra Benevenuto Daciolo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.