Divulgação/Corpo de Bombeiros
Divulgação/Corpo de Bombeiros

Corpo de Bombeiros confirma fim de incêndio em Santos

Segundo comandante da corporação, local já pode ser considerado seguro; operação de restrição de caminhões será revista

Luiz Alexandre Souza Ventura, Especial para O Estado

10 Abril 2015 | 16h16

Atualizada às 22h05

SANTOS - O Corpo de Bombeiros anunciou, na tarde desta sexta-feira, 10, que o fogo no pátio da Ultracargo/Tequimar, em Santos, litoral sul de São Paulo, foi totalmente extinto. De acordo com o comandante dos bombeiros do Estado de São Paulo, coronel Marco Aurélio Alves Pinto, a área, que faz parte do complexo industrial da Alemoa, já pode ser considerada segura, após oito dias de combate às chamas.

Com o fogo apagado, o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), confirmou que o acesso à margem direita do porto começou a ser liberado “de forma gradual”. Segundo informações do gabinete de crise formado na cidade, entre 12 mil e 18 mil caminhões estão parados em estradas e bolsões na região, aguardando autorização para seguir viagem.

“O ambiente está seguro e nós não temos mais riscos. O monitoramento constante está mantido, com as equipes reforçadas para, aos poucos, repassar à empresa a responsabilidade pelo local”, disse o coronel. Ele aproveitou o momento para agradecer a todos os envolvidos no combate ao incêndio.

Segundo avaliação do comandante, as equipes devem permanecer no pátio durante mais uma semana, mas em contingente menor. “Hoje, temos 140 bombeiros no local, mais o apoio enviado pelas empresas”, disse.

Marco Aurélio Pinto confirmou que os sistemas de segurança existentes no local onde o incêndio dos tanques ficou concentrado foram danificados na primeira explosão. “São dois sistemas muito importantes que pararam de funcionar. Um que ajuda no resfriamento dos tanques e o outro que faz o transbordo dos líquidos”, ressaltou.

O ministro dos Portos, Edinho Araújo, esteve em Santos nesta sexta, onde participou de uma reunião com o gabinete de crise, com presença do vice-governador do Estado, Márcio França (PSB). De acordo com ele, a união de poderes, estabelecida por causa do incêndio, é um fator positivo.

Investigação e prejuízo. O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou inquérito para apurar as responsabilidades sobre o incêndio e deu um prazo de dez dias para a Ultracargo, que teve as atividades embargadas pela prefeitura na quinta, apresentar explicações sobre as causas do incêndio.

Um inquérito policial também vai levantar o que aconteceu no local. E serão revistos os planos de emergência de todo o complexo da Alemoa. 

O Decreto 7.083, publicado no Diário Oficial de Santos pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa, constituiu uma comissão intersetorial para auxiliar nas investigações. O grupo vai propor mudanças na legislação sobre armazenagem de produtos perigosos.

O Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar) diz que ainda é cedo para falar em um montante geral de prejuízos, mas acredita que a Ultracargo terá problemas judiciais. “Nós sabemos que só um dos clientes deles já ajuizou uma ação pedindo US$ 200 milhões”, afirmou o presidente do sindicato, José Roque. 

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