Corpo aparece ao lado do lago do parque

Outro problema que a falta de vigilância tem causado no Parque Ibirapuera é a invasão de moradores de rua nas madrugadas. Ontem o corpo de um sem-teto não identificado, de cerca de 40 anos, foi localizado às margens do lago do portão 9-A.

O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2011 | 03h05

Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM), que tem base dentro do parque, o corpo não apresentava sinais de violência e foi localizado por um vigia da GSV por volta das 6h30. A morte teria sido por infarto, segundo a corporação, mas ao lado da vítima foi achada uma substância branca, ainda não identificada. O corpo foi enviado ao Instituto Médico-Legal, onde deve permanecer por até 30 dias à espera de reconhecimento.

Os próprios guardas-civis que trabalham no parque contam que viciados em crack e moradores de rua invadem o local nas madrugadas. "Em toda ronda noturna a gente sempre acha uma meia dúzia dormindo nas trilhas, perto do lago, ao lado do Museu Afro Brasil. É difícil fazer o controle. Os vigias que deveriam ficar na guaritas foram todos demitidos nas últimas semanas", disse à reportagem um dos GCMs do parque.

Outra falha visível na vigilância pode ser constatada pelo consumo de bebidas alcoólicas dentro do parque, o que é proibido. Ontem à tarde a reportagem observou grupos de jovens bebendo vinho em um dos bosques ao lado do lago do portão 9. "Não recebo nem vale transporte para trabalhar. Por que vou encher o saco de quem não está fazendo mal para ninguém?", perguntou um vigia da GSV, ao ser questionado sobre o consumo de álcool dentro do Ibirapuera.

"Escolas municipais passam à tarde no Ibirapuera, tem idosos que caminham à noite, mulheres. É difícil acreditar que a Prefeitura cometa esse relaxo com seu principal parque", reclamou Olavo Moreira, de 39 anos, frequentador do Ibirapuera.

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