Eliaria Andrade/Estadão
Eliaria Andrade/Estadão

Coronel Telhada quer obrigar placa de moto no capacete

Ex-comandante da Rota pretende dificultar atividade dos criminosos; projeto de lei ainda precisar passar por comissões antes ser votado

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

07 Janeiro 2016 | 18h07

SÃO PAULO - O deputado estadual Coronel Telhada (PSDB), ex-comandante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), apresentou um projeto de lei na Assembleia Legislativa de São Paulo para obrigar os proprietários de 5,2 milhões de motocicletas do Estado a colocar a placa da moto nos capacetes, sob penalidade de R$ 300 para que não cumprir a possível exigência. Na capital, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), são 3,1 milhões. Segundo o parlamentar, a medida visa a diminuir e inibir a quantidade de assaltos. Os PMs consideram o veículo como “o cavalo do ladrão”. 

A proposta foi apenas apresentada, não passou por nenhuma das comissões e não há prazo para ser colocada em votação no legislativo paulistano. Para o oficial da reserva, a ideia é dificultar a vida de criminosos. “O cidadão que trabalha ou usa a moto para passear, é indiferente (ao projeto). Mas, o interessante é combater mais um tipo de delito. Não vai inibir a criminalidade, mas cria uma dificuldade a mais para o ladrão”, disse o tucano. 

No entanto, os criminosos que roubam motos podem, também, levar o capacete da vítima. “O ladrão, se estiver de capacete, vai ter que deixar o que ele usava para trás. É uma chance a mais de identificar o bandido”, disse. 

Garupas. Em dezembro do ano passado, a assembleia aprovou um projeto de proibir garupas. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) já havia vetado a proposta em 2011, quando ela também foi votada pelos deputados estaduais. A proibição só será válida, se aprovada, em São Paulo, Guarulhos e Campinas, as três cidades com mais de 1 milhão de habitantes do Estado. Também vai valer apenas das 10 horas às 16h30 e das 23h às 5h. “Esse horário é para não prejudicar quem vai para o trabalho com moto”, diz o deputado estadual Jooji Hato (PMDB), autor da medida.

 

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