Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Corinthians 'ajuda' a pôr fim à greve

Sindicalistas dizem, em tom de brincadeira, que aceitariam proposta para não afetar torcedores

O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2012 | 03h04

Os mais fanáticos poderão até dizer que parte do mérito pelo fim do caos na cidade ontem foi do Corinthians. E quem dá motivos para isso é o Sindicato dos Metroviários. "Vamos voltar a trabalhar para não penalizar mais o trabalhador, que já sofreu muito hoje (ontem) de manhã. E queremos que a operação comercial funcione no horário de pico da tarde. Ainda mais porque hoje tem jogo do Corinthians", disse o presidente do sindicato, Altino de Melo dos Prazeres Júnior.

O sindicalista tentava ontem justificar a aceitação da proposta feita pelo Metrô, menor do que o sindicato queria. O acordo foi fechado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na capital. Prazeres falou do jogo por três vezes durante as conversas com representantes do Metrô e com a desembargadora Anélia Li Chun, que presidiu a audiência.

Nas duas primeiras citações, embora não parecesse ser aquela sua intenção, ele quebrou a tensão que marcou a negociação e fez com que jornalistas, sindicalistas e funcionários do Metrô rissem da situação.

Na terceira, o advogado que representou o Metrô, Nelson Mannrich, gesticulou com as mãos, como quem dissesse que aquele não era lugar para brincadeiras. Mas Prazeres respondeu em tom sério: "Não sou corintiano. Mas muitos trabalhadores que vão hoje ao estádio ver Corinthians e Vasco (pela Libertadores) vão de metrô até o Pacaembu", afirmou.

Futebol. O "fator-Corinthians" repercutiu. O presidente do clube, Mário Gobbi, lembrou que a greve afetou corintianos e outros torcedores. Mas depois se disse contente com a ajuda involuntária que o clube deu à cidade.

"Primeiro é importante dizer que o Corinthians se solidariza com a população afetada pela greve. E fica feliz por, de alguma forma, ajudar, mesmo que minimamente, para a solução do problema", afirmou ao Estado.

O jogo estava marcado para às 22 horas. Às 18 horas, mesmo com o fim da greve já anunciado e parte da rede metroviária operando, a Polícia Militar divulgou nota preocupada com os reflexos que a paralisação poderia trazer à segurança do entorno do Estádio do Pacaembu, na zona oeste, e nas estações mais próximas, especialmente a das Clínicas, da Linha 2-Verde.

"Aproveitamos a oportunidade para solicitar aos torcedores que se deslocam para o Estádio do Pacaembu que o façam de forma ordeira e que tenham em mente que toda a cidade está afetada pelos efeitos provocados pela greve. Lembramos ainda que, independentemente do resultado do jogo, o mais importante é retornar aos seus lares com as lembranças da partida, sem algazarras ou atos que causem problemas a eles ou a outras pessoas", disse a PM, em nota. / BRUNO RIBEIRO e WILLIAM CARDOSO

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