Copan aposta na Copa para obter restauro

No ano passado, foi anunciado que o Edifício Copan, no centro, seria o primeiro da capital a receber publicidade durante restauro da fachada após a entrada em vigor da Lei Cidade Limpa. Mas não só o prédio foi desbancado, em maio, pelo Edifício Guinle, na Rua Direita, como segue em busca de uma empresa parceira. "Tivemos interessados, mas não houve sequência", disse o síndico do Copan, Affonso Celso Prazeres de Oliveira.

/ DENIZE GUEDES, O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2011 | 03h04

Segundo Oliveira, os três anos necessários para a reforma - orçada em R$ 32 milhões, incluindo a publicidade - têm sido o empecilho. "Os anunciantes querem um prazo mais curto", explica. "Mas não desistimos, ainda mais com a aproximação da Copa do Mundo (de 2014). As empresas vão precisar anunciar."

Como contrapartida da troca de pastilhas e das ferragens, a empresa parceira ganha o direito de anunciar em 10% da fachada sinuosa do edifício projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer - são 2 mil m² de exposição. A medida é autorizada pelo Decreto 52.062/10, referente ao artigo 40 da lei.

Já a Prefeitura, que tem todo o interesse na iniciativa, informou que aguarda a manifestação dos responsáveis pelo projeto. "É importantíssima a oportunidade de resgate do Copan, parte integrante da história de São Paulo, um de seus principais cartões-postais", afirmou, por meio de nota.

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