Coordenadora diz que mães terão orientação

Rosângela Elias garante que, mesmo que não seja caso de internação, quem buscar ajuda receberá informações no Cratod

O Estado de S.Paulo

22 Janeiro 2013 | 02h02

Para a coordenadora de Saúde Mental, Álcool e Drogas da Secretaria da Saúde do Estado, Rosângela Elias, a internação compulsória dos dependentes químicos não vai resolver o problema da cracolândia. "Internação não resolve problema de drogas. A gente tinha que fazer um mantra, botar cartaz e espalhar pelo País."

O mais importante, segundo Rosângela, é o atendimento no local onde o usuário de drogas vive. O tratamento ambulatorial deve estar inserido no cotidiano do paciente. "Não é porque estamos executando essa ação (o plantão judiciário para avaliar casos de internação compulsória) que a rede inteira de saúde mental sumiu. Temos serviços nos diferentes territórios da cidade, que serão acionados para fazer visita domiciliar. E, se tiver necessidade, aí sim vai acessar o plantão judiciário."

Rosângela garante que as mães que buscarem atendimento no Cratod, mesmo que não seja um caso de internação, receberão a orientação necessária para cuidarem da saúde dos seus filhos. "Não é porque a mãe quer que o garoto seja internado, que ele vai ser. Por isso, cada caso tem que ser avaliado."

Grupos religiosos e movimentos sociais criticaram a internação compulsória. Coordenador da Missão Belém, parceira do governo desde dezembro, Eliseu Dias acredita que a internação contra a vontade não surte efeitos. "Esse plantão judiciário trata das exceções, mas não apresenta programa justo de tratamento de dependentes ", afirma padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua. / T.D. E W.C.

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