Werther Santana/Estadão
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Chefe de presídios pede afastamento após denúncia de enriquecimento ilícito

Responsável por 38 unidades prisionais do governo paulista, Hugo Berni Neto construiu empreendimentos que totalizam R$ 7 milhões; seu salário é de R$ 18 mil/mês

Alexandre Hisayasu, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2015 | 21h33

SÃO PAULO - O coordenador dos presídios da Grande São Paulo, Hugo Berni Neto, pediu nesta terça-feira, 29, o afastamento do cargo após a divulgação de que é investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por suspeita de enriquecimento ilícito. A informação é da Secretaria de Administração Penitenciária. 

Segundo a investigação do Grupo Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Berni Neto,  responsável por 28 unidades prisionais, possui patrimônio incompatível com a sua renda. Ele é sócio de uma imobiliária com a irmã, desde 2006, e já construiu empreendimentos de alto padrão, em Sorocaba, que totalizam mais de R$ 7 milhões, valor 32 vezes maior que o seu salário de R$ 18 mil mensais.

A empresa atualmente está construindo um condomínio de 24 casas que podem chegar a R$ 15 milhões.

A Corregedoria Geral da Administração (CGA) informou que instaurou uma investigação para apurar o caso. Se as denúncias forem comprovadas, Berni Neto poderá ser demitido a bem do serviço público e processado criminalmente.

A Secretária de Administração Penitenciária não respondeu ao pedido de entrevista feito pelo Estado. Berni Neto também não foi localizado para comentar as acusações. O caso foi revelado nesta terça-feira pela Folha de S.Paulo

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