Coordenador da obra: 'Eles me chamavam no celular'

"Eu creio que existe um Deus que me salvou", disse o coordenador da equipe elétrica da obra, Reginaldo Caetano, de 37 anos, que saiu do local minutos antes de o prédio vir abaixo. Ele atribui a sorte a um selo de proteção dentro do sapato. "No domingo, fui à igreja (Universal) e recebi uma consagração. Ele está aqui no pé."

Luciano Bottini Filho, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2013 | 02h02

Caetano trabalha na Salvatta há seis meses. Quando o acidente aconteceu, ele foi a referência dos operários que ficaram presos nos escombros, pois sabiam que o superior havia saído pouco antes. Seu celular não parou de tocar. Ele atendeu ao menos três ligações de pessoas presas nos escombros, além de outros funcionários que escaparam.

"A gente fez um serviço pelo rádio e pelo telefone. Um deles disse que estava com mais oito (trabalhadores) juntos. Outro estava com seis", diz Caetano. As conversas eram tensas. "Eles me chamavam. Diziam que estavam com muita dor. A gente tentava acalmá-los e, ao mesmo tempo, se acalmar."

Segundo Caetano, no momento em que o primeiro funcionário ligou, ele dava a volta no quarteirão de carro e fez uma brincadeira. "Quando ele chorou, vi que era sério."

Tudo o que sabemos sobre:
Desabamentozona lesteSão Mateus

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.