Conversas desconexas e contato difícil motivaram ação da família

Rapaz disse a familiares que estava 'chipado' e que era perseguido por seres com chifres; fundadores da maçonaria faziam parte dos delírios

Arthur Rodrigues e William Cardoso, do O Estado de S. Paulo,

19 Outubro 2012 | 10h07

SÃO PAULO - O administrador de empresas Fernando Buffolo se afastou do trabalho e dos amigos em julho e, desde agosto, vivia com a psicóloga na casa da Rua Castro Alves. A dificuldade da família em manter contato com ele e suas conversas desconexas ao telefone levaram a mãe a pedir, há 15 dias, a interdição do filho – que foi concedida pela Justiça em um processo que corre em sigilo.

 

Nas ligações, o administrador dizia que ele e a amiga estavam "chipados" e seriam perseguidos por seres com chifres. Nessas conversas, também davam nomes de pessoas que, posteriormente, a família descobriu serem fundadores da maçonaria. "Não tinham sentido nenhum, eram conversas desconexas", disse o advogado José Cociolito.

 

Em uma das vezes em que tentou conversar com o filho, a mãe do rapaz foi recebida com bombas de festa de junina pela psicóloga. Segundo a família, ele e a mulher não mantinham um relacionamento amoroso.

 

Desde 28 de setembro, a família perdeu contato com o rapaz. "Ele dizia no últimos tempos que dos 33 anos não passaria", ressaltou Cociolito. A tensão aumentou. "Chegou o momento em que ele ficou enclausurado na casa de uma pessoa que ninguém conhecia", completou.

 

Anteriormente, morava sozinho em um apartamento custeado pela família. O sobrado onde o administrador vivia com a psicóloga – que nunca teria tratado clinicamente dele – é simples, mas apresentava quatro câmeras de vigilância. Segundo pessoas próximas, os dois tinham o costume de apontar lanternas para a rua à noite.

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