Convênios anteriores preveem gratuidade

Enquanto o governo federal paga às universidades espanholas as taxas acadêmicas dos bolsistas do Ciência Sem Fronteiras (CsF), a maioria das instituições brasileiras possui convênios que isentam os estudantes desses pagamentos.

O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2013 | 02h03

A USP - instituição que mais envia alunos pelo CsF - tem mais de 40 convênios de gratuidade com grande parte das universidades espanholas que participam do programa. Na prática, o aluno da USP que não pagaria nada passa a custar para o governo federal, na condição de bolsista do CsF, 2,4 mil por ano.

Quarta instituição com maior número de bolsistas, a Unicamp tem mais de 30 convênios com as universidades espanholas. "Deveria haver um diálogo mais aprofundado com as instituições brasileiras. Essa situação é uma das consequências da velocidade com que o programa está sendo implementado", diz o pró-reitor de Graduação, Marcelo Knobel.

Para Cláudio Mauro Castro, especialista em educação, o governo deveria dialogar com algumas universidades que já têm convênios com instituições estrangeiras para tentar estender a gratuidade de seus acordos para bolsistas do CsF. "As universidades espanholas estão no lucro."

A Universidade Federal de Pernambuco, 10.ª no ranking das que mais têm alunos no CsF, tem há quase dez anos acordo com a Universidade de Valladolid, na Espanha. "Desde 2011, estudo aqui e nunca precisei pagar nada", diz Gabriel Lacerda, de 25 anos, aluno de Engenharia Química na instituição.

O CNPq, órgão que administra o CsF, afirma que não foi possível garantir a gratuidade porque o convênio assinado com a Espanha é diferente. "Não há reciprocidade no envio de estudantes." Porém, o acordo firmado em 2012 prevê o "incremento" de estudantes e pesquisadores estrangeiros no Brasil." / D. L.

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