Convênio entre USP e PM eleva número de policiais de 12 para 30

Campus terá duas bases comunitárias móveis em pontos estratégicos, segundo acordo firmado entre universidade e polícia

Jair Stangler, do estadão.com.br,

18 de setembro de 2011 | 23h00

Na quinta-feira, 8, a Polícia Militar e a Universidade de São Paulo assinaram convênio para reforçar a segurança no Campus da USP. Pelo convênio, o número de policiais que atuam no local passará de 12 para 30. Atualmente, para garantir a segurança da USP, a universidade conta ainda com duas viaturas, com dois PM cada, e duas patrulhas de moto, com dois PM em cada patrulha. Segundo a Polícia Militar, quando da instauração efetiva do convênio, serão posicionadas duas Bases Comunitárias móveis em pontos estratégicos, uma viatura e mais 10 motos.

 

Ainda de acordo com os dados do 16º Batalhão, desde o início do ano, foram registradas 150 ocorrências de furtos, 25 furtos de veículos, 36 furtos no interior de veículos e 13 ocorrências de lesão corporal, além do assassinato de Felipe Ramos de Paiva. Segundo a PM, não houve nenhum registro de estupro ou tentativa de estupro em 2011.

 

A Polícia Militar informou ainda que desde o mês de abril deste ano, em razão dos altos índices criminais no campus, intensificou o patrulhamento. Em razão disso, diz sua assessoria, os índices baixaram de forma satisfatória.

 

A PM não controla os acessos ao campus. Segundo sua assessoria, o patrulhamento da comunidade São Remo é realizado normalmente. A PM informa ainda que a região conta ainda com policiamento comunitário e trabalho social.

 

Ainda de acordo com o 16º Batalhão, a atuação dentro do campus será de polícia preventiva e de atuação imediata quando forem cometidos crimes. O convênio prevê ainda a capacitação profissional dos policiais militares que atuarão no campus e a identificação dos pontos vulneráveis da Cidade Universitária. Também está prevista a criação do Fórum da Cidadania pela Cultura da Paz, para reunir representantes da comunidade acadêmica e da área do entorno, movimentos e organizações sociais, para discutir e proporções que previnam e reduzam a violência nesse território. Deve ser criado ainda o Observatório de Segurança Cidadã, para monitorar programas e ações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.