Controladoria e Secretaria de Obras terão maior crescimento

Educação e Saúde continuarão a receber a maior parte dos recursos e vão responder por R$ 17,5 bilhões

Artur Rodrigues, O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2013 | 02h05

Os gastos da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras e o da Controladoria-Geral do Município (CGM) são os que terão maior aumento porcentual de verba no ano que vem. Como é de praxe, porém, Educação e Saúde têm os maiores orçamentos.

Em obras, o valor calculado para 2014 é de R$ 3,2 bilhões. O previsto para este ano pela gestão de Gilberto Kassab (PSD) foi de R$ 1,7 bilhão. No entanto, o valor atualizado para 2013, o que de fato deve ser gasto pela atual administração, é de R$ 905 milhões. Comparando com esse valor, o aumento no ano que vem será de 262%.

A CGM passará de R$ 3 milhões para R$ 15 milhões. Além de combater corrupção, a pasta terá a tarefa de criar, de fato, uma política de transparência eficiente. Hoje, o site com a prestação de contas da Prefeitura tem muitos problemas.

O maior orçamento será da Secretaria de Educação, com R$ 9 bilhões. O valor atualizado para este ano é de R$ 8,2 bilhões (o previsto na lei era de R$ 7,9 bilhões). Entre os gastos previstos para a pasta estão a construção de novos equipamentos para a educação infantil e a ampliação das vagas de creches por meio de convênios. Também haverá aumento de recursos para pessoal e novos projetos.

Logo atrás está a Secretaria Municipal de Saúde. Com números atualizados de 2013, a pasta passou de um valor de R$ 6,5 bilhões para R$ 8,5 bilhões. O aumento é de 30%. Só a Rede Hora Certa, promessa de campanha de Haddad, será responsável pelo acréscimo de R$ 1 bilhão em despesas de custeio. Também há a previsão da construção de três hospitais, implementação do projeto da Unidade Básica de Saúde Integral e reforma de hospitais da rede municipal.

A Secretaria Municipal de Serviços também terá aumento expressivo. Passara de R$ 2 bilhões para R$ 2,3 bilhões, 17,6% de variação.

Diminuição. Na contramão, a Secretaria Municipal de Assistência Social terá diminuição em recursos de 5,7%. O previsto para o ano que vem é R$ 967 milhões - a verba que será gasta em 2013 é R$ 1 bilhão.

As secretarias criadas por Haddad - Licenciamento, Política para Mulheres, Promoção e Igualdade Social e Relações Governamentais - terão orçamento bastante modesto. O menor deles vai para Relações Governamentais, com apenas R$ 4,6 milhões. Igualdade Racial terá R$ 11 milhões, Política para Mulheres (R$ 13 milhões) e Licenciamento (R$ 50 milhões).

A verba prevista para a Câmara Municipal também será menor no ano que vem, R$ 540 milhões. A estimativa para 2013 deixada pela gestão Kassab era de R$ 585, mas o valor atualizado que será gasto neste ano é de R$ 484 milhões. O valor destinado ao Tribunal de Contas do Município (TCM) será de R$ 255 milhões.

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