Contrariando Justiça, funcionários da CPTM entram em greve

Tribunal do Trabalho determinou que parte dos serviços seja mantida, sob pena de multa diária de R$ 100 mil

Marcela Spinosa e Renata Machado, de O Estado de S. Paulo,

16 de outubro de 2009 | 22h48

Contrariando decisão judicial, funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram entrar em greve a partir da 0h deste sábado, 17. Na tarde de quinta-feira, 15, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) concedeu liminar determinando que parte dos serviços seja mantida durante a paralisação sob pena de multa diária de R$ 100 mil caso a ordem seja desrespeitada. A CPTM garante que a operação funcionará no fim de semana.

 

"A decisão da Justiça é para CPTM manter circulação mínima dos trens. Ela vale tanto para funcionários quanto para a empresa, então vamos nos reunir com os diretores para ver o que será feito", disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo, Eluiz Alves de Matos. Ele acrescenta que uma nova assembleia será realizada na tarde deste sábado, 17, para discutir a adesão dos funcionários e o futuro da greve.

 

A greve da CPTM pode provocar problemas para quem vai assistir ao Grande Prêmio Brasil de Fórmula - 1, neste fim de semana no Autódromo de Interlagos. A maior parte do público utiliza a Linha 9- Esmeralda para ir até lá.

 

A liminar do TRT determina que 60% da frota circule neste sábado - treino oficial para o GP. Domingo, 18, dia do evento, 70% dos trens devem estar em atividade. A partir de segunda, 19, 80% da circulação deve ser mantida nos picos da manhã e da tarde e 60% nos demais horários.

 

Na audiência no TRT, a CPTM manteve a proposta de 4,65% de reajuste mais um programa de bônus. O sindicato aceita o valor, mas quer também reajuste real de 5% e que a empresa apresente as metas para pagar os bônus. Na segunda haverá outra audiência para julgar o dissídio coletivo.

 

A CPTM disse que acionou um plano de contingência para garantir a operação. A São Paulo Transportes (SPTrans) disse que criaria outras três linhas de ônibus caso haja greve - já foram criadas cinco para o GP -, mas a reportagem não conseguiu falar no órgão para confirmar a informação.

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