Contra sem-teto, construtoras usam segurança e emparedam imóveis

Medidas tentam impedir que desabrigados ocupem os imóveis

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

22 Abril 2014 | 03h00

SÃO PAULO - As ocupações de casas da Vila Mariana por sem-teto mudaram hábitos de proprietários de imóveis na região. "Tínhamos três casas para alugar aqui na Rua (Morgado de Mateus), mas tiramos as placas de aluga-se de todas elas", afirma o corretor de imóveis Marcelo Bittencourt.

Na Rua Joaquim Távora, duas casas invadidas passaram a ter vigilância 24 horas após os sem-teto serem retirados do local por meio de reintegração de posse.

Na casa de número 890, um segurança passou a morar no local desde o início de abril, quando a casa foi esvaziada após cerca de quatro meses de ocupação.

Na mesma rua, uma construtora que comprou vários imóveis para a construção de um prédio contratou uma empresa privada de segurança para vigiar as casas, após o imóvel do número 100 ser invadido por alguns dias. Além da vigilância permanente, a casa teve janelas e portas emparedadas pela construtora.

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