Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Contra reforma da Previdência, ônibus e metrô podem parar nesta quarta

Trabalhadores de transportes sobre trilhos decidem nesta terça se interrompem serviço; sindicato de motoristas e cobradores de coletivos confirma paralisação

Daniel Weterman e Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

14 Março 2017 | 12h23
Atualizado 14 Março 2017 | 14h11

SÃO PAULO - Protestos contra a reforma trabalhista e da Previdência podem paralisar o sistema de transporte público de São Paulo por até 24 horas, nesta quarta-feira, 15. Diversas manifestações de movimentos populares e centrais sindicais estão previstas para o Dia Nacional de Paralisações.

O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo confirmou a interrupção a partir da 0 hora desta quarta-feira. A orientação é para motoristas de ônibus da frota municipal não circularem até as 8 horas.

Segundo a categoria, aproximadamente 9 milhões de pessoas utilizam os coletivos diariamente na capital paulista.

Já o Sindicato dos Metroviários de São Paulo informou que os serviços devem parar a partir da 0 hora desta quarta-feira. A categoria realiza assembleia, nesta terça-feira, 14, às 18h30, para decidir se haverá a paralisação. No último encontro, em 6 de março, sindicalistas aprovaram a greve de 24 horas contra a reforma da Previdência.

"Ou barramos a reforma da Previdência ou não teremos mais aposentadoria", diz nota da categoria.

Ainda de acordo com o sindicato, as Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e 15-Prata transportam diariamente 4 milhões de passageiros. Somente a Linha 4-Amarela, que é privatizada, não fará parte da paralisação, informou a concessionária ViaQuatro, que administra a linha.

Liminar. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) criticou na manhã desta terça-feira a possível paralisação e afirmou que o Estado entrou com um pedido de liminar para garantir o pleno funcionamento das linhas do Metrô.

"Não tem razão paralisar um sistema de metrô que transporta 5 milhões de passageiros porque é contra e quer mudar a reforma da Previdência. Pode fazê-lo, mas não dessa forma", disse o governador. "Entramos com pedido de liminar e seremos duríssimos no sentido de cumprimento da decisão judicial."

O governador declarou ainda que os metroviários não podem parar e prejudicar a vida de trabalhadores que precisam se deslocar aos seus locais de trabalho. Ele também dirigiu a crítica aos professores, falando que alunos não podem ficar sem aulas por causa das manifestações.

"Em relação à reforma da Previdência, está em discussão, pode ser aperfeiçoada, rejeitado ou aprovada. O que não tem sentido é o aluno não estudar por causa disso, o trabalhador não poder usar o transporte coletivo", comentou.

Os funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também devem confirmar nesta terça-feira se participarão ou não da paralisação.

Protestos. Também estão previstas manifestações em avenidas e rodovias da capital e da Grande São Paulo. Movimentos populares e centrais sindicais realizarão protesto em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, na região central, a partir das 16 horas desta quarta-feira.

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