Contra o crime, sessões de hipnose

Paraná reinaugura laboratório criminal pioneiro

EVANDRO FADEL / CURITIBA, O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2011 | 03h06

A hipnose voltou a ser uma arma contra o crime no Paraná. Depois de três anos desativado, o Laboratório de Hipnose Forense foi reinaugurado ontem no Instituto de Criminalística, em Curitiba.

Segundo o coordenador, Rui Fernando Cruz Sampaio, trata-se do único especializado nessa área na América Latina. O laboratório funcionou entre 1998 e 2008, período em que foi chamado para auxiliar em mais de 700 casos investigados pela polícia.

"Pode ser mais uma arma no combate ao crime", elogiou o delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinicius Michelotto.

De acordo com Sampaio, médico psiquiatra que atua há 33 anos com hipnose, no período em que esteve ativo o laboratório ajudou a resolver vários casos antigos, alguns com cerca de 40 anos. "Usamos somente em vítimas ou testemunhas", explica. "É um instrumento que levanta os indícios para a formação de provas."

O médico acentuou que, entre os requisitos para o uso da hipnose em uma investigação, está o trauma psicológico. Ele leva a vítima ou a testemunha a uma amnésia parcial ou total.

Sala blindada. No retorno do serviço, Sampaio terá uma sala à prova de som. Ao lado, foi montada uma sala espelhada que permite eventual acompanhamento por parte de autoridades e, no caso de crianças ou adolescentes, dos pais ou responsáveis. "Nas sessões é possível pegar minúcias do momento do crime. E muitas vezes são essas minúcias que ajudam a resolver o caso", acentuou o especialista.

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