Contra boicote, aluno ficará 1h em sala no Enade

Inep publicou portaria com imposição de permanência mínima; para o governo, medida vai aumentar comprometimento dos universitários com prova

Rafael Moraes Moura / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2013 | 02h13

Em esforço para inibir casos de estudantes que boicotam o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) publicou nessa segunda-feira, 11, portaria para segurá-los em sala, no mínimo, por uma hora. A próxima edição da prova será aplicada no dia 24.

O estudante que deixar o local de exame antes de uma hora da aplicação não poderá assinar a lista, será considerado ausente e ficará em situação irregular. Até a edição do ano passado, não havia tempo mínimo. A participação no Enade é condição para a expedição do diploma.

O Inep prevê que 196.855 estudantes façam o Enade 2013. Serão avaliados alunos de Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Serviço Social e Zootecnia. Pela primeira vez, a Universidade de São Paulo (USP) participará em caráter experimental do exame.

"Essa portaria pode ajudar no comprometimento dos alunos", disse ao Estado o presidente do Inep, Luiz Cláudio, que afirmou que a medida foi discutida longamente no Ministério da Educação e com instituições de ensino. "O estudante fica esse tempo mínimo para mostrar seu compromisso com a prova. É um momento importante para ele e para a educação superior, o aluno está ajudando na avaliação do curso."

Edição 2012. Levantamento do Inep constatou que 0,56% das provas do Enade 2012 foram deixadas totalmente em branco, mas há casos de estudantes que boicotam o exame, respondendo a uma parte das questões ou anulando questões de propósito. Em outubro, o MEC divulgou que cerca de 30% dos cursos avaliados no Enade 2012 apresentaram resultado insatisfatório, com notas 1 e 2 - de uma escala de 1 a 5.

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