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Contra atropelamentos, SP terá mais áreas de ‘trânsito calmo’

Plano prevê locais em que rotatórias, lombadas, faixas de pedestre, calçadas e placas permitem redução da velocidade dos carros

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2018 | 03h30

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo começa a debater nesta terça-feira, 30, nas 32 subprefeituras da capital a adoção de uma série de mudanças na sinalização viária dos principais corredores de cada bairro, para iniciar um programa que prevê, em dez anos, a redução à metade da taxa de mortes por habitante no trânsito paulistano. A discussão será sobre a implementação do Plano de Segurança Viário, que tem entre as ações a criação das chamadas “áreas calmas”, locais em que rotatórias, lombadas, faixas de pedestre, calçadas e placas permitem redução da velocidade dos carros, combatendo atropelamentos - a principal causa de morte no trânsito da cidade. 

A taxa atual na capital é de 6,5 mortes para cada 100 mil habitantes. A meta é chegar a 3. Essas mudanças não dependeriam de aprovação formal, uma vez que a Prefeitura já tem atribuição de organizar o trânsito. 

Mas o secretário de Mobilidade e Transportes, João Octaviano, diz que se optou por fazer audiências públicas para trazer organizações dos bairros para a discussão. “Se você debate a implementação de uma faixa de pedestres, você faz a população se conscientizar sobre a faixa, e passa a usá-la.”

O programa tem base internacional, a chamada Visão Zero, que trabalha com a premissa de não aceitar nenhuma morte no trânsito. Experiências de “áreas calmas” já vêm sendo desenvolvidas na cidade nos últimos anos. Na Estrada do M’Boi Mirim, na zona sul, por exemplo, houve redução de 68% nos atropelamentos em 2017. 

Zona leste

Nesta terça, a discussão ocorre na Subprefeitura de Sapopemba, onde 22 pessoas morreram em acidentes no ano passado - a maioria de pedestres. 

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