Continua trabalho de implosão de rochas para resgate em pedreira

Defesa Civil ainda não tem um prazo para o término das buscas; familiares das vítimas acham difícil encontrá-las com vida, mas querem a localização dos corpos

ZULEIDE DE BARROS, Especial para o Estado de S. Paulo

18 de abril de 2011 | 17h35

SANTOS - Mesmo com o avanço dos trabalhos no fim de semana, em que as escavações prosseguiram no sábado, 16, e no domingo, 17, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros ainda não têm previsão de quando poderão ter acesso aos corpos dos dois trabalhadores que foram soterrados há uma semana na Pedreira Santa Teresa, localizada na Área Continental de Santos, altura do Km 246 da Rodovia Rio Santos, quando a encosta da mineração de granito deslizou, arrastando os operários, que trabalhavam em seus caminhões. Outros dois trabalhadores, que estavam próximos da avalanche, conseguiram se salvar.

 

Até ontem, três grandes rochas foram implodidas, uma delas com mais de 300 toneladas, abrindo uma clareira que, possivelmente, dará acesso ao local onde os trabalhadores ficaram soterrados. Agora, até as famílias consideram difícil a possibilidade de reencontrá-los com vida, mas fazem questão que os corpos sejam localizados, o mais rápido possível.

 

Nos últimos dias, os cães farejadores da Polícia Militar restringiram o perímetro de buscas para 150 metros quadrados, facilitando o trabalho dos bombeiros que, após cada implosão de pedras, iniciam imediatamente a retirada do entulho e uma varredura no local. Tudo com extremo cuidado para evitar maiores acidentes.

 

O trabalho está sendo observado de perto por técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que traçaram uma estratégia para as escavações. O caminhão, que estava pendurado na encosta, foi puxada para trás, eliminando os riscos de cair do precipício e atingir o pessoal de buscas. A empresa Max Brita colocou seus operários à disposição dos bombeiros para ajudar na operação de desmonte das rochas.

 

No balanço feito ontem pelo tenente-coronel Luiz Carlos Ribeiro, que está à frente das ações do Corpo de Bombeiros, os trabalhos evoluíram muito no fim de semana, com o pessoal se aproximando o máximo possível da localização dos corpos.

 

Segundo informou o chefe da Defesa Civil de Santos, Daniel Onias Nossa, o monitoramento do trabalho é necessário, diante dos riscos das buscas. "A detonação das rochas é filmada com uma câmera fixa e, em seguida, é analisada pelos técnicos, que dão o aval para a remoção do entulho", explica. Ele disse que ainda está sendo estudada a remoção de um maciço de aproximadamente 500 toneladas, que vai facilitar ainda mais o acesso aos corpos. "Acredito que dentro de dois dias no máximo, estaremos eliminando esta rocha, o que vai minimizar os riscos para as equipes de resgate", assinalou.

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