Contêineres com produtos falsificados são apreendidos no ABC

Carga de 54 toneladas de bolsas, roupas e óculos é avaliada em R$ 3 milhões; ninguém foi preso

Paulo Maciel e Daniela do Canto, Central de Notícias

18 Fevereiro 2009 | 03h51

Uma carga de 54 toneladas de produtos furtados da Receita Federal no Porto de Santos na madrugada de terça-feira, 17, foi encontrada por policiais do Setor de Roubo de Cargas da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, no final da tarde do mesmo dia. A carga - composta de produtos falsificados como bolsas, roupas e óculos e avaliada em R$ 3 milhões - estava dividida em dois contêineres em um galpão na Estrada Galvão Bueno, no bairro Batistini. Ninguém foi preso.   De acordo com os policiais da DIG, a carga, vinda da China, chegou ao Porto de Santos com a declaração de conteúdo de cimento, por isso foi retida no terminal alfandegário da Receita Federal. Para roubá-la, bandidos usaram uma tática para driblar a fiscalização. Eles forjaram a entrada de dois contêineres no terminal e depois "clonaram" esses contêineres.   O esquema funcionou da seguinte maneira: uma ligação telefônica foi feita avisando sobre a chegada de dois contêineres para exportação. Mas na verdade eles não entraram fisicamente no terminal. Em seguida, uma segunda ligação foi realizada avisando o terminal da desistência do cliente que receberia a carga. Os números dos dois contêineres que, segundo o primeiro telefonema, entrariam no terminal, foram usados naqueles que abrigavam o material falsificado.   Os policiais da DIG acreditam que alguém que faça parte da cadeia logística no terminal alfandegário esteja envolvido no crime e investigarão o esquema. A DIG foi avisada do furto na manhã de terça-feira e chegou até São Bernardo do Campo depois de refazer o trajeto pelo sistema de rastreamento do caminhão que levou a carga até o galpão. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram tudo trancado e tiveram de arrombar a porta para entrar. A Receita Federal agora abrirá um processo. As mercadorias que forem adequadas serão encaminhadas à doação e o restante será destruído.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.