Consumidores lotam shoppings da capital paulista nesta sexta

Fluxo de pessoas pelos corredores dos shoppings deve aumentar em 6% - mais de 84 mil consumidores por dia

Amanda Valeri, da Agência Estado,

16 de novembro de 2007 | 18h02

O mau tempo que tomou conta de São Paulo neste feriado prolongado esvaziou as estradas do Estado e lotou as ruas dos principais shoppings da cidade. O mês é novembro, mas já parece dezembro. O cenário nestes centros de compra é um só: decoração natalina e muita gente. "Ontem você não conseguia enxergar o Papai Noel sentado na sua cadeira. Eram só cabeças", afirmou Sylvia Navarro, gerente de marketing do shopping Tatuapé, na zona leste da capital paulista.  Assista ao movimento na Rua 25 de Março ao vivoDe acordo com ela, só nesta sexta-feira passaram mais de 15 mil pessoas no setor de decoração, local onde Papai Noel e sua turma recebem a criançada. "Esse movimento vai continuar hoje e no final de semana e fará, ainda, ponte com o feriado de terça-feira (Consciência Negra)", destacou Sylvia. A Rua 25 de Março, apesar do mau tempo, recebeu entre 700 mil e 800 mil pessoas nesta sexta-feira, 16.   Aumento de público significa vendas aquecidas. De acordo com a executiva, só neste feriado, o fluxo de pessoas pelos corredores do shopping deve aumentar em 6%, ou seja, mais de 84 mil consumidores por dia, cerca de 250 mil pessoas entre hoje e terça-feira. Quem ganhará os primeiros presentes serão os comerciantes. "A nossa expectativa é que haja um incremento em torno de 10% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado", ressaltou.   A multidão também toma conta dos corredores do shopping Center Norte, na zona norte da Capital. O shopping contabilizou um público entre 80 e 90 mil pessoas apenas ontem. Este número deverá se repetir no final de semana e até terça-feira. "Isso representa um aumento de 10% no fluxo de pessoas se comparado com o mesmo feriado de 2006. É como se todos os dias fossem sábado", salientou Gabriela Baumgart, gerente de marketing do Center Norte. Com isso, o faturamento do shopping neste período deve ter uma turbinada em torno de 15%. O aumento do crédito e a primeira parcela do 13º salário são os fatores que estão estimulando os consumidores a antecipar as compras natalinas, segundo a executiva. "Mas isso não quer dizer que não teremos um Natal aquecido", ponderou.   Os elevados números não param por aqui. Segundo Gabriela, de 1º a 24 de dezembro, mais de 10 milhões de pessoas circularão por lá. Durante esses 23 dias, os lojistas esperam alcançar os 15% de estimativa do shopping de crescimento nas vendas ante o mesmo período do ano passado. "Para atingirmos este porcentual, investimos R$ 4 milhões para promover o Natal 2007, orçamento 80% maior se comparado ao de 2006", destacou a gerente de marketing do shopping Center Norte.   No entanto, a Associação dos Lojistas de Shopping (Alshop)avalia o cenário com cautela e argumenta que o bom movimento nos shoppings neste feriado prolongado só acontece porque os paulistanos ficaram presos na cidade por causa do mau tempo. "Isso está se refletindo enormemente nos shoppings", afirmou Luiz Augusto Ildefonso da Silva, diretor de relações com o mercado da Alshop. "Esse movimento não será traduzido em vendas. É mais um momento de lazer que as pessoas aproveitam para conferir as novidades nas vitrines", acrescentou. Apesar disso, segundo ele, esse alto fluxo de pessoas já traça as primeiras pistas do cenário que os lojistas virão no próximo mês.   E o próximo mês é dezembro, o mês do Natal, o que significa mais dinheiro para o comércio para os quase 400 shoppings do País. A estimativa da Alshop é de um crescimento de 8% nas vendas em relação ao Natal de 2006. Segundo Ildefonso da Silva, este ano será da TV LCD. "O setor de eletroeletrônico espera crescer de 15% a 18% neste Natal", disse. Os planos de pagamentos facilitados, o dólar baixo e o 13º salário são os fatores que impulsionarão as vendas neste segmento. "A maré está boa para comprar este tipo de produto. Quem tem o sonho de ter uma LCD (televisão), este é o momento certo", sustentou.   25 de Março   Entre 700 mil e 800 mil pessoas passaram pelas mais de três mil lojas da região da Rua 25 de Março, centro de São Paulo, nesta sexta-feira, 16. A estimativa, da União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências (Univinco), ficou pouco abaixo da previsão inicial de movimento de 1 milhão de compradores. Segundo a associação, o feriado prolongado e o mau tempo afastaram parte dos consumidores do local aberto.   As lojas do entorno da Rua 25 de Março ficarão abertas das 8 às 13 horas deste sábado, 17. Conforme a demanda, o horário de fechamento pode ser prorrogado para as 15 horas. No domingo, 18, o comércio funcionará entre 8 e 13 horas. De acordo com a Univinco, neste ano, os estabelecimentos da região devem vender de 3% a 5% a mais em relação ao ano passado.   Nesta sexta, o grande volume de pedestres e ônibus fretados nas imediações da Rua 25 de Março levou a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) a pedir aos motoristas que evitassem trafegar na região. Segundo a CET, o centro registrou os piores índice de lentidão em comparação a outras regiões da cidade durante boa parte do dia.

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