Consumidor acaba contratando o serviço no escuro

Análise: Maria Inês Dolci

É COORDENADORA DA PROTESTE (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO CONSUMIDOR) , O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2012 | 03h07

Hoje, as empresas de telecomunicações podem escolher entre melhorar a qualidade dos serviços ou ampliar sua rede de telefonia. Dessa forma, fica difícil saber qual é a abrangência de determinada operadora e o consumidor acaba contratando um serviço no escuro. O papel da Anatel seria exigir que as empresas cumprissem metas de qualidade, o que não ocorre. Além disso, é uma obrigação da Anatel ser transparente e divulgar os dados repassados pelas empresas a ela em seu site.

Quando não existe transparência na informação, o consumidor busca formas alternativas, como os aplicativos. Mas também é bastante comum ver pessoas com dois ou três chips diferentes, que são trocados o tempo todo, o que só mostra que o consumidor tem problemas e não está sendo bem atendido. O Código de Defesa do Consumidor diz que, quando se contrata um serviço, toda a informação disponível deve ser passada. Nesse caso, porém, a Anatel está fechando os olhos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.