Construtoras culpam restrições a caminhões

As empresas se defendem das acusações sobre os transtornos causados a moradores antigos dos bairros onde erguem seus empreendimentos.

Suzane G. Frutuoso, O Estado de S.Paulo

27 Março 2011 | 00h00

O construtor Maurício Linn Bianchi, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do Sindicato das Construtoras (Sinduscon), diz que atualmente não consta na entidade nenhuma solicitação de órgãos públicos para averiguação de possíveis problemas no mercado.

Bianchi admite que, muitas vezes, o material é descarregado depois das 22 horas por causa da lei que restringe a circulação de caminhões na capital paulista e porque o trânsito da cidade atrasa as entregas. "Também não gostaríamos de trabalhar fora do horário", diz. "Mas São Paulo é a cidade do trabalho. Além disso, tudo aqui é imprevisível, o que acaba refletido no andamento das construções."

A construtora Gafisa, responsável pela obra que tirou o sossego de Teresa Delgado na Vila Leopoldina, informou que a companhia está adotando medidas para minimizar os ruídos e mantém um esforço constante para que a convivência com os moradores no entorno de seus empreendimentos transcorra de maneira tranquila e respeitosa durante o período de obras.

Já a MAC Construtora e Incorporadora afirma que reforçará a orientação para seus colaboradores de que evitem ruídos excessivos na obra no bairro do Ipiranga.

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