Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Construção de casas na Favela do Piolho começa em 3 meses

500 famílias ficaram desabrigadas após um incêndio de causas desconhecidas; Prefeitura apresentou duas propostas a moradores

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

12 Setembro 2014 | 12h50

SÃO PAULO - As obras para a construção de 500 moradias no terreno da Favela do Piolho, no Campo Belo, zona sul da capital paulista, devem começar em 90 dias, informou a Prefeitura nesta sexta-feira, 12. Durante esta manhã, o prefeito Fernando Haddad visitou a região que foi atingida por um incêndio no último domingo. Aos moradores, apresentou a proposta da Prefeitura para que deixem o local ou não reocupem o espaço de forma desordenada.

O incêndio, de causa ainda desconhecida, deixou cerca de 500 famílias desabrigadas, segundo a Defesa Civil Municipal. De acordo com Haddad, as famílias teriam duas opções. A primeira é deixar a área afetada pelo incêndio e passar a receber o bolsa-aluguel, no valor de R$ 400, com três meses adiantados. O valor será depositado às famílias cadastradas em, no máximo, dez dias, afirmou o secretário municipal de Habitação, José Floriano.

O auxílio duraria até a entrega das chaves, prevista para acontecer entre 18 e 24 meses após o início das obras. “(Essa opção) é para quem tem condições de alugar um cômodo, se instalar na casa de um parente ou amigo. E, depois, poder voltar ao mesmo terreno, mas para um apartamento nos moldes do (Conjunto Habitacional do) Jardim Edite”, afirmou Haddad.

A segunda alternativa apresentada pela Prefeitura seria permanecer no terreno, contanto que a construção das moradias se dê em área fora de risco e com rotas de fuga. “Tudo com orientação dos engenheiros da Secretaria Municipal de Habitação, para que isso (incêndio) não ocorra uma quarta vez”, afirmou Haddad. No entanto, algumas moradias que foram destruídas pelo fogo já estão sendo reerguidas pelos moradores.

Um escritório fixo com engenheiros e técnicos da pasta também vai ser montado imediatamente no local, disse o prefeito. Além disso, Haddad se comprometeu a solicitar uma unidade móvel do Poupa Tempo, junto ao governo estadual, para atender as pessoas que perderam documentos no incêndio.

Segundo Floriano, o valor da desapropriação do terreno é de R$ 6 milhões. “Apesar de ser uma região cara, como estava ocupado há muito tempo, existe uma depreciação radical dos valores”, afirmou. O custo vai ser adicionado à cota de habitação da Operação Urbana Água Espraiada, que prevê a construção de 8 mil moradias.

A área da Favela do Piolho tem cerca de 7,8 mil metros quadrados e deve ser dividida em quatro lotes iguais. Inicialmente, as obras devem ocupar um dos lotes, enquanto as famílias que optarem por permanecer se abrigariam nos demais. À medida que cada etapa da construção é finalizada, as famílias são transferidas para os apartamentos, explicou o secretário.

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