Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Consórcio diz que há 'condições favoráveis' para normalizar obras da Linha 4 do Metrô

Desde novembro do ano passado, o ritmo diminuiu muito nos canteiros, afetando o cronograma de entrega de quatro estações.

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

12 de março de 2015 | 03h00

SÃO PAULO - O consórcio Isolux-Corsán-Corviam, contratado pelo governo do Estado para tocar as obras na Linha 4-Amarela do Metrô, informou nesta quarta-feira, 11, que existem "condições favoráveis" para a normalização das atividades no ramal. Como o Estado antecipou em janeiro, desde novembro do ano passado, o ritmo diminuiu muito nos canteiros, afetando o cronograma de entrega de quatro estações.

Nos canteiros, os funcionários compareciam só para bater o cartão. Já as empreiteiras subcontratadas para a realização de vários serviços retiraram seus equipamentos das estruturas em construção.

Por um lado, o consórcio espanhol alegava que o Metrô atrasou no encaminhamento de projetos necessários para tocar as obras. Do outro, o Metrô dizia que os projetos estavam dentro do prazo e que era o consórcio o responsável pela lentidão.

Em fevereiro, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) chegou a cogitar a rescisão do contrato (de R$ 560 milhões) ou o chamamento do segundo colocado na concorrência gerada pela licitação do empreendimento. 


Nos últimos dois finais de semana, porém, duas intervenções na futura Estação Higienópolis-Mackenzie levaram ao fechamento parcial da Linha 4, cujo primeiro trecho foi aberto em 2010. O consórcio informou que seus funcionários voltaram a trabalhar na "montagem de estruturas" dessa parada.

Em reuniões que vêm sendo realizadas ao longo desta semana, representantes do Isolux-Corsán-Corviam, da Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos e do Banco Mundial, que financia parte das obras da segunda fase da Linha 4, vêm tentando chegar a um acordo para a retomada do ritmo normal das obras. O governo, porém, admitiu que as Estações Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie, as únicas duas de metrô prometidas para este ano, só devem sair do papel no ano que vem. Já São Paulo-Morumbi e Vila Sônia ficam para 2018. As obras na Linha 4 começaram em 2004.

Por meio de nota, o consórcio informou que "as recentes reuniões com a Secretaria de Transportes Metropolitanos foram bem positivas, um claro sinal de que existem condições favoráveis para a normalização das atividades". Já o Metrô divulgou que atualmente há "execução de trabalhos pontuais nas obras da Linha 4, entre eles a conclusão do mezanino da estação Higienópolis-Mackenzie". Quanto às reuniões, "qualquer informação neste momento é especulativa".

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