Consórcio apresentará próprio relatório sobre cratera do Metrô

Grupo Via Amarela contratou especialista em geologia de túneis para fazer documento, segundo representante

Paulo R. Zulino, estadao.com.br

23 de junho de 2008 | 14h34

O representante legal do Consórcio Via Amarela, responsável pela construção da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, Márcio Pellegrini, disse nesta segunda-feira que a empresa divulgará, na primeira semana de julho, o seu próprio relatório sobre o acidente ocorrido na Estação Pinheiros, em janeiro do ano passado, quando sete pessoas morreram. O anuncio foi feito na sessão de abertura do 2º Congresso Brasileiro de Túneis, que ocorre no Centro Fecomércio de Eventos, na capital paulista.   Veja também: Metrô de São Paulo divulga vídeos do IPT sobre cratera IPT aponta falhas de engenharia Assista aos vídeos do IPT sobre a Estação Pinheiros   De acordo com Pellegrini, o Consórcio Via Amarela contratou o maior e melhor especialista do mundo em geologia de túneis, o professor Nick Barton, um consultor independente que já emitiu o seu relatório. O relatório Barton será apresentado nesta quarta-feira, 25, às 14h30, no Congresso Brasileiro de Túneis. Pellegrini acrescentou que, além desse relatório, o próprio Consórcio Via Amarela, através dos seus consultores internacionais, brasileiros e estrangeiros, mais os projetistas e seus profissionais, também vêm concluindo um relatório específico da empresa. Esse relatório é que será divulgado no início de julho.   Márcio Pellegrini negou, por outro lado, que o Consórcio Via Amarela tenha feito restrições às pesquisas geológicas feitas no início do projeto da linha amarela pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). "O CVA (Consórcio Via Amarela) jamais disse que a geologia estava errada", disse Pellegrini. "A geologia estava correta, em tese. Os ensaios complementares feitos pelo CVA indicavam um solo de bastante complexidade, mas nada distinto daquilo que já vinha se manifestando", declarou. Ele reforçou a tese de que a causa do acidente foi uma "surpresa geológica" e que em momento algum o consórcio criticou os trabalhos desenvolvidos pelo IPT ou quem quer que seja no tocante à sondagem e à definição da geologia local.

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