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Conselho tomba três edifícios da região do Arouche, em São Paulo

Decisão abrange os edifícios Santa Elisa e Tupy e a antiga Casa Triângulo; imóveis foram erguidos nas décadas de 1920 e 1930

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2020 | 19h51

SÃO PAULO - Três edifícios da primeira metade do século 20 tiveram o tombamento aprovado nesta segunda-feira, 27, pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). A decisão abrange o Edifício Santa Elisa, a antiga Casa Triângulo (atual Hotel Joia Rara) e o Edifício Tupy, todos localizados no entorno do Largo do Arouche, no centro da capital paulista.

A preservação dos três imóveis foi indicada pela população durante audiências públicas, em que foram classificadas como Zona Especial de Preservação Cultural (Zepec). O atual pedido tramitava desde 2018, mas era derivado de processos mais antigos.

O Santa Elisa foi projetado em 1934 pelo arquiteto Arnaldo Maia Lello, com estilo art déco. Ele fica em frente ao largo, na esquina com a Rua do Arouche, comércios no térreo e sete pavimentos de apartamentos de tamanhos variados.

A análise técnica do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), ligado à Prefeitura, considera que o imóvel mantém os principais elementos internos bem conservados, com destaque para os vitrais e o acabamento em granilite. Por isso, parte dos ornamentos deverá ser preservado, assim como as características externas. 

Já a antiga Casa Triângulo é datada de 1923, quando foi construída sobre o terreno do que já foi o Castelo do Arouche. Ela foi projetada por Humberto Badolato, que desenhou diversos imóveis na região do Bixiga, e tem estilo eclético. Foi tombado apenas nas características externas, estando localizado na esquina da Rua do Arouche com a Rua Bento Freitas.

O Tupy, por sua vez, fica na Rua do Arouche, em frente a um dos acessos da Estação República, do Metrô, sendo datado de 1929. Em estilo eclético, foi projetado por Arthur Rangel Christoffel, com comércio no térreo e cinco andares de apartamentos de tamanhos variados. O tombamento prevê a preservação das características externas e do hall principal, de elementos como o piso de mármore. 

No parecer, a conselheira e arquiteta Mônica Junqueira classificou os três imóveis como "bens culturais importantes da história da arquitetura paulistana". Com a decisão, projetos de intervenção nos três edifícios deverão ser submetidos para análise do DPH e deliberação pelo Conpresp. 

Conselheiros pedem vistas sobre tombamentos do Carandiru e da Chácara das Jaboticabeiras

A revisão do atual tombamento do Complexo do Carandiru, de 2018, com ampliação dos elementos protegidos, foi adiada para a próxima reunião, em fevereiro, após o pedido de vistas de um dos conselheiros do Conpresp. A proposta amplia o número de edificações a serem preservadas, sugerindo o acréscimo das antigas casas do administrado, de um bosque e do antigo complexo penitenciário, dentre outras. 

A definição sobre os parâmetros de tombamento da Chácara das Jaboticabeiras, quadrilátero da Vila Mariana, será discutido internamente e deliberado na próxima reunião, em fevereiro. A proposta se refere à área residencial que abrange as ruas Fabrício Vampré, Benito Juarez e Artur Godoi, além das praças Arquimedes Silva e Damásio Paulo.A preservação de parte das características da área já foi deliberado em dezembro, mas ainda são discutidos os limites de altura para novas construções, as normas de permeabilidade e outras restrições.

Na reunião, foi aprovado, ainda, a abertura do estudo de tombamento do Complexo do Canindé. Com a decisão, o estádio e o clube da Portuguesa precisarão de autorização para realizar qualquer intervenção.

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