Conselho Nacional do MP anula efetivação de Thales

O conselho também decidiu suspendê-lo administrativamente do cargo; a decisão é liminar

Bruno Tavares, do Estadão,

03 de setembro de 2007 | 11h28

O Conselho Nacional do Ministério Público suspendeu, nesta segunda-feira, a decisão do Órgão Especial do Ministério Público Estadual de São Paulo, que efetivou, na semana passada, o promotor Thales Ferri Schoedl no cargo. Mesmo depois de ter sido preso pela morte de um rapaz e de ter baleado outro em dezembro de 2004, na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, o órgão decidiu efetivá-lo no cargo - o que fez com que ele ganhasse o direito a foro especial no julgamento e o livraria de ser submetido a júri popular. O conselho também decidiu supendê-lo administrativamente do cargo.  Opine: promotores acusados de assassinato deveriam ter foro privilegiado?  Opine: você acha que um acusado de assassinato pode ser promotor? 'Promotor amputou nossa família'  MP recua e não envia Thales a Jales Schoedl matou a tiros o estudante Diego Mendes Modanez, de 20 anos, e feriu o estudante Felipe Siqueira Cunha de Souza, que na época tinha 20 anos. O crime aconteceu na saída de uma festa. O promotor disparou 12 tiros em Modanez e Souza. Em depoimento, disse que voltava para casa com a namorada Mariana Uzores Batoleti, então com 19 anos, quando um grupo de mais de dez rapazes passou a mexer com a moça. Schoedl afirmou que agiu em legítima defesa. As indas e vindas do caso » 30 de dezembro de 2004 - O promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl é preso em flagrante acusado de matar o jogador de basquete Diego Mendes Modanez e ferir o estudante Felipe Siqueira Cunha de Souza. Schoedl disse que os rapazes assediaram sua namorada e garantiu ter agido em legítima defesa. » 4 de janeiro de 2005 - Testemunhas dizem ao Ministério Público Estadual (MPE) que Mondanez e Cunha não assediaram a namorada do promotor » 11 de janeiro - Schoedl é denunciado por duplo homicídio qualificado e pode ir a júri popular » 16 de fevereiro - O Órgão Especial do Tribunal de Justiça concede, após 49 dias de prisão, liberdade provisória a Schoedl » 1 de março - O promotor é suspenso, mas continua a receber o salário de R$ 5,8 mil brutos » 27 de abril - O Conselho Superior do MPE recomenda a expulsão do promotor » 22 de junho - O Órgão Especial do MPE anula a expulsão » 12 de julho - O Conselho do MPE exonera Schoedl, pela segunda vez » 12 de janeiro de 2006 - Por força de liminar, Schoedl volta ao cargo » 17 de maio de 2006 - O TJ anula, pela segunda vez, a exoneração do promotor » 20 de março de 2007 - Votação no Conselho do MPE mantém promotor no cargo » 29 de agosto - Schoedl ganha cargo vitalício

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