Aurélio Velho/IPHAN
Aurélio Velho/IPHAN

Conselho federal tomba dois terreiros de candomblé no Nordeste

Série de reuniões também tornou patrimônio imaterial a literatura de cordel e o sistema agrícola do Vale do Ribeiro (SP); acervo de Arthur Bispo do Rosário também passou a ter proteção

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2018 | 13h40

SÃO PAULO - O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural determinou na quinta-feira, 20, o tombamento nacional dos terreiros de candomblé Ilê Obá Ogunté Sítio de Pai Adão, do Recife, e Tumba Junsara, de Salvador. As decisões foram unânimes e ocorrem após dois dias de reuniões no Rio de Janeiro. 

Durante esse período, também foi determinado o tombamento do acervo Arthur Bispo do Rosário e o registro, como patrimônio imaterial, da literatua de cordel, do Sistema Agrícola do Vale do Ribeira (SP) e da Procissão do Senhor dos Passos, de Florianópolis (SC). 

Datado de 1875, o Sítio de Pai Adão foi fundado por Inês Joaquina da Costa, ou Tia Inês, que era nigeriana. Originalmente, ele se chamava Obá Omi. Anos depois, foi rebatizado em homenagem a Pai Adão, que ajudou a fundar outros terreiros pelo Recife.

Já o Tumba Junsara é de tradição Angola e foi fundado em 1919 pelos irmãos Manoel Rodrigues e Ciriaco. "Uma característica da Nação Angola, por exemplo, é a presença de um culto específico em reverência aos ancestrais indígenas", explica texto do Ministério da Cultura.

 

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