Conselho aprova aterro sanitário na região de Sorocaba

Moradores são contra criação, alegando que isso poderia contaminar usados no abastecimento

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2008 | 17h33

O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou o primeiro dos três projetos de instalação de aterros sanitários previstos para a região de Sorocaba. Em reunião realizada quarta-feira, 17, os conselheiros aprovaram por 23 votos favoráveis a construção da Central de Gerenciamento Ambiental (CGA), um empreendimento particular, no município de Iperó. Houve quatro votos contrários e duas abstenções. O órgão analisa outros dois projetos no município de Sorocaba. O mais antigo, proposto pela prefeitura, prevê a instalação de um aterro sanitário municipal no bairro de Ipatinga. A área fica a três quilômetros do local em que será construído o CGA de Iperó. Apesar da proximidade, um projeto não exclui o outro, segundo o Consema. Veja também: Obra em Sorocaba põe em risco área de manancial Sem área para aterro sanitário, Sorocaba pode 'exportar' lixo Moradores de George Oetterer opõem-se à construção do aterro de Ipatinga, alegando que pode contaminar poços usados para abastecimento. A prefeitura tem pressa na aprovação porque o atual aterro de Sorocaba, instalado em área densamente povoada, está praticamente esgotado. A cidade produz 400 toneladas de lixo doméstico por dia.  A municipalidade não exclui a possibilidade de enviar o lixo para o aterro de Iperó, que tem capacidade para mil toneladas diárias, embora considere importante ter seu próprio aterro. O terceiro projeto, previsto para o bairro de Brigadeiro Tobias, também é particular e está em fase inicial. A área é considerada crítica por ser formadora de mananciais e produtora de água mineral. Há ainda núcleos residenciais próximos. O aterro de Iperó vai receber o lixo de outras cidades da região. Na aprovação do projeto os conselheiros levaram em conta a ocupação, pelo empreendimento, de uma área já degradada. O local, com 629 mil metros quadrados, era uma antiga mineração de argila. A empresa Proactiva Meio Ambiente, responsável pelo empreendimento, comprometeu-se a assumir o passivo ambiental e a investir R$ 300 mil em projetos ambientais da Flona de Iperó. Deverá, ainda, desenvolver projetos de reciclagem nos municípios do entorno.

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