Conscientização e temor explicam respeito à legislação

Análise: Clito Fornaciari Júnior

É CONSELHEIRO DA SEÇÃO PAULISTA DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB-SP, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2013 | 02h02

O que faz uma lei ser mais "popular" e respeitada que outra? No caso do endurecimento das regras de trânsito em relação ao álcool, a grande divulgação da mídia tem ajudado a criar nas pessoas a consciência de que, de fato, é perigoso beber e dirigir.

Também vem se formando certo temor de ser flagrado em uma situação dessas. Não tanto pelo medo da multa, que dobrou de valor, mas pela exposição vexatória que flagrantes assim podem causar. Afinal, a repercussão de acidentes provocados por motoristas embriagados é muito maior.

Vale lembrar que outras leis mais antigas e impopulares também acabaram "pegando". Caso da obrigatoriedade do cinto de segurança, instituída na década de 1990. No Brasil, ninguém antes usava cinto no carro. De repente, todo mundo passou a afivelá-lo. Havia até certa neurose sobre isso. Não tanto pelo medo da lei, mas pela própria conscientização - tanto que até alguns carros passaram a apitar caso você não use o cinto.

Outra restrição que pegou em São Paulo foi a proibição do fumo em locais públicos fechados, a partir de 2009. É impressionante. Ainda hoje, ao passar na frente de bares ou restaurantes, é possível ver gente tendo que fumar do lado de fora.

Voltando à lei seca, acredito que ela também continuará sendo obedecida no futuro. Apesar de a Justiça ser lenta para punir quem desrespeita uma lei desse tipo, a conscientização sobre o assunto terá uma vida útil muito grande.

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