Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Prefeitura de SP tomba muro e paiol de antiga pedreira do Jaraguá, em SP

Bens datam de uma pedreira de quartzo do início do século 20; decisão foi homologada pelo secretário municipal de Cultura

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2019 | 14h43
Atualizado 11 de julho de 2019 | 09h44

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo homologou o tombamento de remanescentes da Pedreira do Jaraguá, localizada na zona norte da capital paulista, nesta quinta-feira, 11. A decisão foi tomada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) em reunião no dia 29 de abril.

Segundo estudo do Centro de Arqueologia do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), as estruturas são de uma antiga pedreira de quartzito datada do início do século 20. Dentre elas, estão um antigo paiol, um muro e uma jazida de quartzito, com uma cava de 15 metros de altura. Há, ainda, remanescentes de uma olaria e do caminho que ligava as estruturas, que estão nas proximidades da Aldeia Guarani Tekoa Itakupé.  O quartzito retirado do local era utilizado na construção civil da cidade. 

O proprietário do terreno em que estão os bens arqueológicos chegou a contestar a decisão, que foi unânime. O tombamento prevê, também, que qualquer obra no local precisa ser executada com acompanhamento arqueológico. 

A resolução de tombamento destaca que "as atividades de mineração e seus remanescentes compõem dimensão sociocultural da constituição histórica do cotidiano, trabalho e da paisagem da região noroeste da cidade de São Paulo". Ela também aponta o "valor histórico e arqueológico e a possibilidade do desenvolvimento de pesquisas relacionadas às técnicas e tecnologias da mineração, Arqueologia Industrial e da Mineração".

 

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