Conheça a história de algumas das vítimas do vôo 3054

O paulista Valdir Cordeiro de Moraes, 34 anos, morava no Sul e vinha sempre para São Paulo

SÃO PAULO,

19 de julho de 2007 | 02h47

Cássio Vieira Sérvulo da Cunha, tinha 37 anos, e trabalhava como chefe do serviço jurídico do Banco Honda. Morava em São Paulo e foi a Porto Alegre à serviço da empresa. Ele deixa dois filhos, um de 5 anos e outros de 1 ano e oito meses.  Veja também:Separado da família, advogado vê explosãoEmpresário paulistano competiu na S. SilvestreMorte de 4 da mesma família comove BirigüiEmpresário queria abrir empresa em AngolaPassageiro antecipa vôo e morre em acidenteIrmãs queriam assistir a filme de Harry PotterAmazonense filho único vinha de curso no RS Há 12 anos, o paulista Valdir Cordeiro de Moraes, 34 anos, foi morar em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul por causa de uma proposta de emprego. Sempre voltava a São Paulo e tinha orgulho de "não ter medo de avião". Casado, Valdir trabalhava no setor gráfico da multinacional Philip Morris. Ele tinha acabado de ser pai pela primeira vez. Com a tragédia, deixou a esposa e o filho de três meses.  Toda semana, o paulistano Claudemir Arriero, 41 anos, viajava para Porto Alegre. Ele dividia São Paulo com a capital gaúcha por conta de seu trabalho como químico em uma empresa multinacional. Na terça-feira, o pai dele seu Arriero foi buscá-lo em Congonhas, mas não levou o filho para casa. Estavam esperando por Claudemir, seus dois filhos adolescentes, um de 20 e uma menina de 13.  O motivo da viagem a São Paulo não podia ser mais promissor para o executivo Carlos Gilberto Zanotto. Depois de sucessivas crises financeiras na empresa, ele marcou uma reunião para anunciar a recuperação da entidade. O anúncio era sobre o crescimento de 253% no faturamento das mais de mil famílias produtoras de uva de Bento Gonçalves. Zanotto não conseguiu falar sobre a boa notícia. Ele tinha 46 anos, sendo 36 dedicados ao grupo que presidia. Desde cedo começou a trabalhar. Foi aos 12 anos que ele iniciou a carreira no setor de engarrafamento. Eliana trabalhava junto com seu pai, José Carlos Dornelles, em uma empresa de transporte de carga aérea. Toda semana voava para São Paulo. Na terça-feira, seu pai pegou um vôo antes para São Paulo, que chegou na cidade por volta das 17 horas. "Ela ainda me ligou de dentro da aeronave e disse: 'pai, me espera aí no aeroporto", diz José Carlos Dornelles. "Eu estava no desembarque de Congonhas quando ouvi um barulho enorme de explosão. Quando falaram que era um avião da TAM, sabia que minha filha estava lá. Ainda não sei como explicar o acidente para meus netos." Nádia Moisés Bianchi, advogada, era casada há 12 anos e morava em Porto Alegre. Ela tinha uma audiência marcada para as 10 horas de quarta-feira. "Ela vinha toda semana pra São Paulo, tinha vários clientes por aqui", diz seu pai, Luiz Alberto Moisés. "Ela saiu de casa atrasada para pegar o vôo, estávamos apreensivos porque achávamos que ela não iria conseguir chegar a tempo. Mas infelizmente ela chegou. A Nádia me mandou uma mensagem pelo celular: "estou sentada no avião". Se ela tivesse atrasado um pouquinho mais, não estaria no meio dessa tragédia. Não sei nem explicar a sensação, parece que o mundo perdeu todo o sentido depois disso."  Luis Antônio Rodrigues da Luz, 43 anos, pastor da Igreja Assembléia de Deus, casado com Maria Isabel da Luz, pai de três filhos, Juliano, Eliezer e Priscila.

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