Congonhas tem 70% da ranhura pronta, dizem deputados

Segundo eles, ranhuras não permitirão a ocorrência de ponto de acúmulo de água na pista principal

ANNE WARTH, Agencia Estado

27 de agosto de 2007 | 19h41

Cerca de 70% das obras para colocar ranhuras (grooving) da pista principal do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, já estão concluídos, informaram nesta segunda-feira, 27, os deputados Vanderlei Macris (PSDB-SP) e Ivan Valente (PSOL-SP), membros da CPI do Apagão Aéreo. Em reunião com o superintendente do aeroporto, Willer Larry Furtado, eles se informaram sobre a atual situação das obras da pista. Segundo informações da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), 1.341 de 1.940 metros da pista principal já receberam as ranhuras.Segundo os deputados, as ranhuras não permitirão a ocorrência de pontos de acúmulo de água, já que haverá uma inclinação de 1,5º para que haja escoamento da chuva. A previsão da Infraero é encerrar a colocação do grooving entre os dias 2 a 6 de setembro. Até lá, a pista continuará a ser fechada para pousos e decolagens em caso de chuva. Também segundo os deputados, até o dia 6 de dezembro deverão ser definidas eventuais restrições de operações na pista de Congonhas.Os deputados afirmaram que estavam aliviados após a visita ao hangar da TAM, onde estão os destroços do acidente, cujo acesso está restrito a oficiais da Aeronáutica e à Polícia Federal. Amanhã, a CPI da Crise Aérea deve ouvir o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e questioná-lo sobre as medidas concretas adotadas após o acidente com o Airbus da TAM, no dia 17 de julho. AnacOs deputados questionarão também o papel da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Para Macris, a direção da Anac foi partidarizada e utilizada como moeda de troca pelo governo. Já Valente observou que a agência não fiscaliza nem controla o setor aéreo. "As agências estão subordinadas ao poder econômico, na maioria das vezes. A Anac foi a demonstração cabal disso. Isso mostra que não se trata apenas de sabatinar ou ter competência para integrar a direção, mas saber se há vontade política e poder de fato para fazê-lo", disse.

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