Congonhas não terá mais vôos internacionais, decide Anac

Portaria do extinto DAC ainda permitia que Congonhas operasse vôos internacionais de jatos executivos

Isabel Sobral, de O Estado de S. Paulo,

03 de setembro de 2008 | 08h17

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu na noite de terça-feira, 2, acabar definitivamente com a possibilidade de pousos e decolagens de vôos internacionais no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital. A diretoria decidiu revogar parcialmente uma antiga portaria do extinto Departamento de Aviação Civil (DAC) e que, na prática, ainda permitia que Congonhas operasse vôos internacionais de jatos executivos.  Veja também: Especial sobre a crise aérea Todas as notícias sobre a crise aérea  De acordo com a assessoria da Anac, desde 1985, o aeroporto paulista já não operava vôos comerciais internacionais regulares ou fretados. Em 1985, foi inaugurado o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, que passou a concentrar os vôos de longa distância. A decisão da Anac de "desinternacionalização" do aeroporto administrado pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) entra em vigor no momento em que for publicada a resolução no Diário Oficial da União.  A proposta de oficializar Congonhas como aeroporto apenas para vôos nacionais foi apresentada pela área técnica da Anac com o objetivo de reduzir custos operacionais exigidos quando um aeroporto é internacional como a manutenção de pessoal e equipamentos para abrigar órgãos do governo como Polícia Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Receita Federal, dentre outros, que devem deixar o terminal.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.