Congonhas inaugura 1ª obra em 5 anos para minimizar filas

Portões de embarque remoto têm novo acesso após Infraero registrar, no dia 15, recorde de 33 mil passageiros

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

26 Julho 2011 | 00h00

Depois de cinco anos sem reforma na área de embarque, o Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, inaugurou sua primeira obra para minimizar parte das filas: um acesso aos portões de embarque remoto. Enfrentando alguns minutos a menos de espera, metade dos 1,6 mil passageiros por hora de Congonhas agora embarca pelo térreo, atrás das escadas rolantes.

A medida foi tomada após a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) registrar, no dia 15, movimento recorde no aeroporto: 33 mil passageiros em um dia - o normal são 22 mil pessoas. O número é atípico porque o mês de julho, até então, era considerado "fraco" para Congonhas, um aeroporto essencialmente usado por executivos. Anteriormente, os portões de embarque remoto - quando é preciso pegar ônibus até o avião - eram alcançados por uma escada ou elevador no primeiro andar. O processo de embarque ficou mais rápido porque, além de já embarcar no térreo, os passageiros se dividem na hora de passar pelas máquinas de raio X - são seis no 1.º andar e mais quatro no térreo.

Aperto. Para os usuários do aeroporto, a mudança ainda não resolve o "aperto". "Fizeram um acesso, mas lá dentro está a mesma coisa. Não tem lugar nem para sentar", diz o advogado Matheus Tavares, de 29 anos.

O novo acesso aos portões de embarque foi construído onde funcionava um posto da Polícia Federal, que teve de ir para um espaço menor ao lado. Ontem, quem pedia informações na PF era informado por funcionários que estavam "sem sistema".

 

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