Congonhas: comissão vai discutir novo horário

O juiz Paulo Cezar Neves Junior, da 2.ª Vara Federal Cível de São Paulo, determinou a criação de um grupo de trabalho que busque um acordo sobre o horário de funcionamento do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital. A decisão foi tomada no curso da ação civil pública movida por três associações de moradores vizinhos do aeroporto.

Bruno Tavares, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2010 | 00h00

O ponto central da discussão é o horário de início e término das operações em Congonhas. Hoje, o aeroporto funciona das 6 horas às 23 horas. Na ação, as associações pedem que pousos e decolagens sejam limitados entre as 7 horas e as 23 horas. Além disso, defendem que os testes de motores ocorram das 9 horas às 22 horas, em hangares com proteção acústica ou em áreas em que a propagação do ruído tenha menos impacto para a vizinhança do aeroporto.

As empresas aéreas resistem em aceitar as restrições, sobretudo as que dizem respeito ao novo horário de abertura do terminal. Argumentam que isso provocaria grande impacto na malha aérea, uma vez que Congonhas é um dos principais hubs (pontos de concentração de voo, no jargão em inglês) do País.

O grupo de trabalho deve ser composto por representantes das companhias aéreas, Prefeitura, Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e das associações de moradores, sob a coordenação da procuradora da República Adriana Zawada Melo. Os nomes dos integrantes do grupo têm de ser indicados até o dia 15. A ideia é que as partes cheguem a um consenso até 30 de novembro, quando está marcada nova audiência sobre o assunto.

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