Congo nega qualquer ligação com bandidos

Os três advogados que acompanhavam Nem podem ser expulsos da OAB; eles já respondem a processo

ALFREDO JUNQUEIRA / RIO , O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2011 | 03h03

Portadores de inscrição na seção fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), os três homens presos com o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, no fim da noite de quarta-feira, já respondem a processo administrativo e poderão ser expulsos da entidade. A OAB-RJ instaurou na manhã de ontem processo de suspensão preventiva contra eles - que não tiveram a identidade revelada pela Polícia Federal. Caso venham a ser excluídos, os três ficarão proibidos de exercer a advocacia.

O presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da entidade, João Baptista Lousada Câmara, explicou que o processo de suspensão contra os três homens será julgado na próxima quinta-feira. Posteriormente, os autos deverão ser remetidos para o Conselho Seccional da OAB-RJ, que poderá propor, em até 90 dias, a exclusão e o cancelamento da inscrição dos três.

Congo. As embaixadas da República Democrática do Congo e da República do Congo (Brazzaville) - duas nações africanas distintas - negaram ter representações diplomáticas no Rio. Um dos advogados presos com Nem chegou a se apresentar como "cônsul honorário do Congo no Rio" e se recusou a ter seu carro revistado por ter imunidade diplomática.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a embaixada do Congo (Brazzaville) enviou uma nota negando qualquer relação com o homem preso com Nem. Por telefone, um funcionário da Embaixada da República Democrática do Congo informou ao Estado também não ter representação no Rio, mas ressaltou que os diplomatas do país esperariam notificação da PF para se manifestar.

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