Confusão faz Jockey fechar entrada de bazar de bens de Abadía

A Polícia Militar foi chamada para conter multidão que aguardava para entrar na porta do Jockey Club

Solange Spigliatti e Valéria França, estadao.com.br e O Estado de S. Paulo

08 de abril de 2008 | 14h52

O que era para ser o megabazar com os bens do megatraficante Juan Carlos Ramírez Abadía nesta terça-feira, 8, acabou se tornando uma grande confusão. Por conta da aglomeração de pessoas na porta do Jockey Club de São Paulo e do tumulto que tomou conta da entrada do evento, os organizadores resolveram impedir a entrada de pessoas no local. Cerca de 200 conseguiram entrar no local.   Veja também: Os itens à venda no bazar  Segundo as primeiras informações da Polícia Militar, cerca de 5 mil estavam no portão 6A, tentando entrar ao mesmo tempo, causando um tumulto. Os PMs que estavam no local receberam reforço para organizar a entrada gratuita dos consumidores. Mas, a confusão generalizada fez a administração do evento suspender as atividades. A Fundação Julita, uma das entidades organizadoras do evento, não se pronunciou sobre o ocorrido.    Quem conseguiu entrar no local usou a porta social do Jockey Club. Suspeita-se que apenas 'VIPs' tenham conseguido entrar no clube, enquanto o restante do público esperava no portão 6A. A Polícia Federal confirma que usou gás de pimenta para conter os ânimos do público. Uma senhora teria passado mal e desmaiado no local, mas a Polícia não confirma.    O bazar mostraria os bens que o megatraficante tinha e que ele bem sabia como levar uma vida de 'bon vivant'. Tinha uma belíssima mansão com cinco suítes e piscina aquecida. Geladeira importada, carros importados, bicicletas importadas, 20 televisões de plasma importadas, lençóis e travesseiros, claro, importados. Também tinha quilos de jóias, roupas e sapatos que mal saíram da caixa. E até uma coleção de bonequinhas Hello Kitty para ajudar a compor a imagem de milionário excêntrico. Ainda não se sabe se o bazar foi cancelado. A previsão inicial era de que até domingo, das 12 às 20 horas, quem quisesse ter um gostinho da fortuna, da extravagância e da vida de rei que Abadía levava em São Paulo e podedia ter em casa alguns dos quase 2 mil bens que pertenciam ao colombiano. O dinheiro arrecadado seria encaminhado a entidades filantrópicas - o bazar contava com 19 salas repletas de badulaques de luxo, como 260 pares de sapatos femininos (números 36, 37 e 38), ternos, vestidos, meia centena de óculos de sol femininos, eletrodomésticos sem uso e móveis dignos de revista de decoração. Tudo com um desconto camarada (até as cuecas de Abadía foram parar no Jockey Club e custariam R$ 1).   (Colaborou Rodrigo Brancatelli, de O Estado de S. Paulo)

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