Confrontos em morros pacificados deixam 1 morto e 5 feridos no Rio

Jovem foi atingido por bala perdida em tiroteio entre PMs e seguranças de um traficante perto do sambódromo

ALESSANDRA SARAIVA / RIO, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2012 | 03h03

Dois conflitos entre policiais, traficantes e moradores em duas festas de carnaval - em favelas ocupadas por forças de segurança, o Morro de São Carlos, a dois quilômetros do sambódromo, e o Complexo do Alemão, na zona norte - deixaram um morto e pelo menos cinco feridos na madrugada de ontem.

Apenas no São Carlos o suspeito foi preso. O tiroteio no Estácio, onde fica o morro, levou pânico às imediações da Sapucaí. No Alemão, dois corpos foram achados, mas a Força de Pacificação negou relação com o incidente, que teria ocorrido após o encontro dos cadáveres.

O conflito no São Carlos começou quando a polícia foi prender em um bar Marcílio Cheru de Oliveira, conhecido como Menor Cheru, acusado de tráfico na favela. Ele estava em uma festa, sob proteção de capangas. A rua no morro estava cheia - um bloco desfilava, de acordo com os moradores, quando os policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) chegaram.

Segundo a Secretaria de Segurança, o suspeito tentou fugir, mas foi preso. Dois comparsas, armados e em motos, abriram fogo contra os PMs, que revidaram. Houve pânico. Wendel Timóteo Rodrigues Nunes, de 14 anos, atingido nas costelas, morreu no Hospital Central da PM. Cheru levou um tiro em uma perna. Houve mais três feridos.

Alemão. Já no Complexo do Alemão, o conflito começou às 4h30. Integrantes das Forças de Pacificação, em parceria com a Polícia Civil, entraram em um baile de carnaval na região da Avenida Central, próxima da Estrada do Itararé, após denúncia de que o traficante Luciano da Silva, o Pezão, estaria no local. Os policiais foram recebidos com hostilidade pelos frequentadores, que, segundo a polícia, lançaram paus, cadeiras e pedras contra os agentes.

"Ele (Pezão) deve ter aproveitado o tumulto para fugir ", diz o major Daniel Moraes, relações-públicas das forças de pacificação. Pelo Twitter, moradores do Alemão informaram que o conflito teria começado porque os agentes pediram para que o volume do som fosse reduzido.

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