Werther Santana/ Estadão
Bateria da escola de samba Colorado do Brás Werther Santana/ Estadão

Confira os desfiles das escolas de samba do carnaval de SP

Agremiações se apresentarão até a madrugada de domingo no Anhembi

Redação, O Estado de S. Paulo

01 de março de 2019 | 23h40
Atualizado 02 de março de 2019 | 14h26

Na primeira noite do carnaval 2019 de São Paulo no Sambódromo do Anhembi, na zona norte da capital, sete escolas se apresentaram sem atrasos na dispersão, sufoco ou correria.  

O desfile teve início às 23h15 desta sexta-feira, 1º, e se encerrou por volta das 7 horas de sábado, 2. Entraram na avenida, na ordem: Colorado do Brás, Império da Casa Verde, Mancha Verde, Acadêmicos do Tucuruvi, Acadêmicos do Tatuapé, X-9 Paulistana e Tom Maior. Outras sete se apresentam neste sábado: Águia de Ouro, Dragões da Real, Mocidade Alegre, Vai-Vai, Rosas de Ouro,Unidos de Vila Maria e Gaviões da Fiel. 

A Império da Casa Verde, segunda a desfilar, chamou atenção por explorar o cinema como temática. A agremiação desfilou sob chuva com alas que fizeram referência aos filmes Alice no País das Maravilhas, Cantando na Chuva, entre outros. A bateria tocou fantasiada de Darth Vader, vilão da saga Star Wars. 

Um dos pontos altos da noite foi a presença do sambista Arlindo Cruz, homenageado pela escola X-9 Paulistana. Ele subiu em um dos carros alegóricos acompanhado de familiares, incluindo o filho Arlindinho. A X-9 foi a penúltima escola deste primeiro dia.

Colorado do Brás

Com o tema "Hakuna Matata - isso é viver", música temática do filme Rei Leão, a  Colorado do Brás abriu o primeiro dia de desfiles no Carnaval 2019 de São Paulo, no sambódromo do Anhembi, às 23h20 desta sexta-feira, 1°. Foram sete escolas a desfilar ao todo nos 500 metros de avenida. 

Nesta edição, nas cores vermelho e branco, a Colorado do Brás retorna ao grupo especial após 25 anos e faz homenagem ao Quênia. A expressão "Hakuna matata", que no filme significa "sem problemas" e "seja feliz", será a tônica do desfile para mostrar que a alegria supera dificuldades.

Com carros alegóricos que exploravam a diversidade da fauna e da flora da vegetação  africana, a Colorado desfilou com as cores dos animais da savana, entre pássaros, macacos e leões. Na avenida do samba, a chuva esperada para o final de semana de carnaval começou a cair logo no primeiro desfile da noite, antes mesmo de 0h.

Império da Casa Verde

Segunda a desfilar, a Império da Casa Verde leva para a avenida a magia do cinema sob chuva fina que vai no Anhembi. Em um dos carros alegóricos, há um telão onde passam trechos de cenas cinematográficas em preto e branco, com direito a teatralização dos integrantes que imitam cenas de filmes.

O samba-enredo, "O Império Contra-Ataca", faz alusão à saga clássica Star Wars, tendo na bateria o vilão Darth Vader como fantasia. O primeiro carro alegórico é de um tigre azul de asas abertas, que de tão compridas quase alcançam as arquibancadas. 

No sambódromo, a proposta da 'Tigre' - o mascote da Império - é colorir a pista de referências cinematográficas, como Cantando na chuva, onde a ala samba na avenia segurando guardas-chuva. No grupo que faz referência a Alice no País das Maravilhas, naipes de baralho, como a Rainha de Copas. Outro grupo . Os sambistas cantam com  a estatueta do Oscar.

Mancha Verde

A Mancha Verde, escola de samba do Palmeiras, foi a terceira a desfilar na madrugada desta sexta-feira, 1°, para sábado, 2, no sambódromo do Anhembi, em São Paulo. O grupo entrou na avenida por volta de 1h30.

Nas cores verde, branco e vermelho, a escola cantou, sambou e desfilou em homenagem à saga de uma guerreira negra. O samba-enredo,  "Óxala, Salve a Princesa! A Saga de uma Guerreira Negra!", é um canto às tradições de origem africana: cita maracatu, Iemanjá, África e Zumbi dos Palmares.

Uma senhora que desfilava na primeira ala da Mancha Verde passou mal e precisou ser retirada na metade da avenida. Ela teve apoio da equipe da escola, entre eles o diretor de alas, que retirou toda a fantasia para que a participante conseguisse respirar. Ela também foi auxiliada por espectadores, que buscaram água. A senhora foi removida da avenida pelo acesso à sala de imprensa.

Acadêmicos do Tucuruvi

Entrou no sambódromo do pouco antes das 3 horas a Acadêmicos do Tucuruvi. Com o enredo "Liberdade... O canto retumbante de um povo heroico", este ano a Tucuruvi leva para a avenida 2,8 mil integrantes, vinte e duas alas e cinco alegorias.

A avenida ficou pontilhada das principais cores da escola: azul, branco, vermelho e amarelo. O primeiro carro alegórico é um navio com um esqueleto na proa, utilizado para mostrar a relação do colonizador com o índio colonizado nas origens do Brasil. 

Na letra da escola, são feitas referências a canções de Geraldo Vandré ("Quem sabe faz a hora, não espera acontecer..."), Chico Buarque ("Apesar de você...") e Caetano Veloso ("Caminhar contra o vento, eu vou"...). 

A composição fala de liberdade e rompimento de barreiras, em tom político, mas com foco nos movimentos sociais e nas manifestações, como Parada Gay e greve dos professores.

Fechando o desfile, o último carro alegórico teve como temática o embate político-eleitoral entre #EleNão e #EleSim, que dominou as redes sociais entre apoiadores e opositores do presidente Jair Bolsonaro.

Acadêmicos do Tatuapé

Um dos destaques da primeira noite de Carnaval no sambódromo do Anhembi, a Acadêmicos do Tatuapé, escola da zona leste, entrou na avenida às 3h55. O grupo busca o terceiro título consecutivo na defesa do patriotismo e do amor ao País

Guerreiros da história, incluindo samurais, lendas e mitos, foram homenageados pelo samba-enredo: "Bravos guerreiros: por Deus, pela honra, pela justiça e pelos que precisam de nós". Na letra, a Tatuapé pregopregoh o patriotismo e o amor ao Brasil ao cantar: "Sou brasileiro.../Vou defender minha nação/Oh Patria amada, idolatrada, não chores em vão".

 

Com as cores da bandeira do Brasil - amarelo, verde, azul e branco -, a Tatuapé apresentou como abre-alas os Templários, primeiros guerreiros da Guerra Santa, nos tons dourado, azul e vermelho com penas de pavão nas costas. Romanos, personagens da mitologia grega, samurais japones e guerreiros africanos também foram cantados. 

O vermelho também apareceu com força, sendo a principal cor do primeiro carro alegórico, intitulado "Em nome de Deus". Outras cores da agremição foram pink e preto, na ala dos samurais. Uma cobra e uma espada compuseram a fantasia dos guerreiros japoneses, simbolizando a sabedoria e a luta, respectivamente.

A Tatuapé precisou correr para não deixar um buraco na avenida depois que um carro apresentou problema na saída da concentração. Apesar da falha, que causou corre corre, a escola conseguiu levar a alegoria para o desfile.

Entre os guerreiros da vida real homenageados pela escola, estão Chico Mendes e Dorothy Stang, além dos jornalistas Tim Lopes, Vladimir Herzog  e José Hamilton Ribeiro.

X-9 Paulistana

Penúltima da avenida nesta primeira noite de desfile no sambódromo do Anhembi, a X-9 Paulistana entrou na avenida para homenagear o sambista Arlindo Cruz às 5 horas deste sábado, 2. A escola foi a responsável pela grande novidade da noite: a presença do músico no sambódromo.

Arlindo se recupera de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido há dois anos e sua esposa chegou a anunciar nesta sexta-feira, 1, que o músico não poderia estar no desfile. Na madrugada deste sábado, contudo, sua participação foi anunciada nas redes sociais por seu filho Arlindinho, que é um dos compositores do samba que homenageia o pai.

Nas cores verde, vermelho e branco, a X-9 teve alas com referências às músicas do artista. Como mote, o samba-enredo trouxe "Meu lugar é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor! O show tem que continuar". A bateria animou o público, que vibrou, cantou em coro e registrou o espetáculo em vídeos e imagens. A rainha Juju Salimeni comandou a ala dos instrumentistas.

Na ala "O Show tem que continuar", uma celebração à composição do sambista, que canta "Quando em sua construção poética afirma que aconteça o que acontecer, o show da vida tem que continuar, mesmo que tenhamos que se apresentar em Paris, no Olimpiá".

Tom Maior

Com o céu já claro, a Tom Maior fechou a primeira noite de desfile das escolas de samba de São Paulo neste carnaval 2019. A agremiação entrou na avenida pontualmente às 6h15 trazendo no samba-enredo as temáticas da fé e da ciência.

"Penso, logo existo. As interrogações do nosso imaginário, na busca do inimaginável" é o tema da escola este ano, misturando no mesmo samba religião e teoria da evolução. Na primeira ala, Adão, um homem das cavernas e um macaco foram os protagonistas, simbolizando a origem humana. Eles encenaram rodeados por animais em fantasias de tons vibrantes. 

Vermelho, amarelo e branco, cores da Tom Maior, chamaram atenção nas alegorias e alas, que exploraram símbolos da natureza, como animais e plantas. O Sol foi representado em grande estilo pela ala das baianas, que banhou de dourado a passarela do samba. Elas foram o ponto alto do desfile. 

Diz a letra: "Destino traçado na palma da mão / Nas cartas do tarot, mais uma previsão" e "Se querer é poder, eu vou criar / Buscar na ciência, superar uma alquimia". Uma das aulas fez referência à teoria do Big Bang, com a "dança das partículas". Planetas e astros enfeitaram a cabeça dos integrantes da escola na ala "Criação do Universo".

 

Confira abaixo o horário de entrada de cada escola de samba no Anhembi

Sábado, 2 de março

22h30 - Águia de Ouro

Enredo: Brasil, Eu Quero Falar de Você!, de Rafael Prates, Russo, Turko, Rafa Malva, Maracá, Fabio Souza, Wagner Rodrigues, Ivanzinho, Jairo Limozine, Carioca, Peu, Fernandão, Zanza Simião, Silva Oliveira, Waltinho, Salles, Fernandinho SP, Paulo Senna, Léo Rocha, Rodolfo Centenaro, Renne Campos, Márcio Filhos da Águia, Nando do Cavaco, André Ricardo, Filosofia, Tuca, Rafael Babú, Leandro Batas, Dico, Diley Machado, Jacopetti e Portella

23h35 - Dragões da Real

Enredo: A Invenção do Tempo. Uma Odisseia em 65 Minutos, de Armenio Poesia, Xandinho Nocera, Léo do Cavaco, Galo, Ronaldo Maransaldi, Renne Campos, Paulo Senna, Alemão do Pandeiro, Fábio Brazza, CG e Wagner Rodrigues

0h40 - Mocidade Alegre

Enredo: Ayakamaé - As Águas Sagradas do Sol e da Lua, de Biro Biro, Gui Cruz, Imperial, Maradona, Portuga, Rafael Falanga, Rodrigo Minuetto, Turko e Vitor Gabriel

1h45 - Vai-Vai

Enredo: Vai-Vai, o Quilombo do Futuro, de Edegar Cirillo, Marcelo Casa Nossa, André Ricardo, Dema, Gui Cruz, Rodolfo Minuetto, Rodrigo Minuetto e Kz

2h50 - Rosas de Ouro

Enredo: Viva Hayastan!, de Vini Carvalho, Didi Pinheiro, Marcinho JK, Bolt Mascarenhas, Rafael Pinah, Sandra Miranda e Fernando de Paula

3h55 - Unidos de Vila Maria

Enredo: Nas Asas do Grande Pássaro, o Voo da Vila ao Império do Sol, de Aquiles da Vila, Rapha Sp, Marcus Boldrini, Salgado Luz e Leandro Flecha

5h - Gaviões da Fiel

Enredo: A Saliva do Santo e o Veneno da Serpente, de Janos Tsukalas (Grego) e Vladimir Moura Leite (Magal)

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Colorado do Brás leva 'Hakuna Matata' para o Anhembi

Escola retorna ao grupo especial após 25 anos e faz homenagem ao Quênia

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

01 de março de 2019 | 23h32
Atualizado 02 de março de 2019 | 01h20

Com o tema Hakuna Matata - Isso É Viver, música temática do filme Rei Leão, a  Colorado do Brás abriu o primeiro dia de desfiles no carnaval 2019 de São Paulo, no sambódromo do Anhembi, às 23h20 desta sexta-feira, 1°. Na avenida do samba, a chuva esperada para o final de semana de carnaval começou a cair antes mesmo da 0 hora.

Com as cores vermelho e branco, a Colorado do Brás retornou ao grupo especial após 25 anos fazendo uma homenagem ao Quênia. A expressão "hakuna matata", que no filme significa "sem problemas" e "seja feliz", foi a tônica do desfile, que mostrou que a alegria pode superar dificuldades.

Com carros alegóricos que exploraram a diversidade da fauna e da flora da vegetação africana, a Colorado desfilou com as cores dos animais da savana, entre pássaros, macacos e leões.

No total, sete escolas desfilarão nos 500 metros de avenida. As outras sete do Grupo Especial se apresentam a partir da noite deste sábado, 2.

++ Confira o desfile das outras escolas no Anhembi

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Sob chuva, Império da Casa Verde traz magia do cinema para avenida

Enredo 'O Império Contra-Ataca', faz alusão à saga clássica Star Wars, tendo na bateria o vilão Darth Vader como fantasia.

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2019 | 01h04

SÃO PAULO - Segunda a desfilar no carnaval 2019 de São Paulo, a Império da Casa Verde leva para a avenida a magia do cinema sob chuva fina que cai no Anhembi. Em um dos carros alegóricos, há um telão onde passam trechos de cenas cinematográficas em preto e branco, com direito a teatralização dos integrantes que imitam cenas de filmes.

O samba-enredo, "O Império Contra-Ataca", faz alusão à saga clássica Star Wars, tendo na bateria o vilão Darth Vader como fantasia. O primeiro carro alegórico é de um tigre azul de asas abertas, que de tão compridas quase alcançam as arquibancadas. 

No sambódromo, a proposta da 'Tigre' - o mascote da Império - é colorir a pista de referências cinematográficas, como Cantando na chuva, onde a ala samba na avenia segurando guardas-chuva. No grupo que faz referência a Alice no País das Maravilhas, naipes de baralho, como a Rainha de Copas. Outro grupo . Os sambistas cantam com  a estatueta do Oscar.

Mais cinco escolas desfilarão nos 500 metros de avenida do Anhembi nesta madrugada. As outras sete do Grupo Especial se apresentam a partir da noite deste sábado, 2.

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Mancha Verde exalta tradições africanas e homenageia guerreira negra

O verde em diferentes tonalidades dominou o desfile da terceira escola de samba a entrar no Anhembi, que reúne três mil componentes

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2019 | 02h08

SÃO PAULO - A Mancha Verde, escola de samba do Palmeiras, foi a terceira a desfilar na madrugada desta sexta-feira, 1°, para sábado, 2, no sambódromo do Anhembi, em São Paulo. O grupo entrou na avenida por volta de 1h30.

Nas cores verde, branco e vermelho, a escola cantou, sambou e desfilou em homenagem à saga de uma guerreira negra. O samba-enredo,  "Óxala, Salve a Princesa! A Saga de uma Guerreira Negra!", é um canto às tradições de origem africana: cita maracatu, Iemanjá, África e Zumbi dos Palmares.

Uma ala do grupo fez referência ao Congo como local de escoamento de marfim e outros produtos da região. Logo no primeiro carro alegórico, destaque para os elefantes com dentes de marfim e para imagens de mulheres negras.

A primeira ala invadiu a avenida com fantasias ricas em detalhes com lantejoulas, brilhos e fitas. O verde em diferentes tonalidades domina o desfile, que reúne três mil componentes ao todo.

Uma senhora que desfilava na primeira ala passou mal e precisou ser retirada na metade da avenida. Ela teve apoio da equipe da escola de samba, entre eles o diretor de alas, que retirou toda a fantasia para que a participante conseguisse respirar. Ela também foi auxiliada por espectadores, que buscaram água. A senhora foi removida da avenida pelo acesso à sala de imprensa.

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Com samba que cita manifestações, Tucuruvi canta pela liberdade

Quarta escola a entrar no Anhembi, Acadêmicos do Tucuruvi levou para a avenida samba-enredo com referências a canções de Geraldo Vandré, Chico Buarque e Caetano Veloso

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2019 | 03h14

SÃO PAULO - Entrou no sambódromo do Anhembi, em São Paulo, pouco antes das 3 horas deste sábado, 2, a Acadêmicos do Tucuruvi, a quarta escola de samba deste 1° dia de desfiles do grupo especial do carnaval 2019. Com o enredo "Liberdade... O canto retumbante de um povo heroico", este ano a Tucuruvi leva para a avenida 2,8 mil integrantes, vinte e duas alas e cinco alegorias.

A avenida ficou pontilhada das principais cores da escola: azul, branco, vermelho e amarelo. O primeiro carro alegórico é um navio com um esqueleto na proa, utilizado para mostrar a relação do colonizador com o índio colonizado nas origens do Brasil. 

Na letra da escola, são feitas referências a canções de Geraldo Vandré ("Quem sabe faz a hora, não espera acontecer..."), Chico Buarque ("Apesar de você...") e Caetano Veloso ("Caminhar contra o vento, eu vou"...).

A composição fala de liberdade e rompimento de barreiras, em tom político, mas com foco nos movimentos sociais e nas manifestações, como Parada Gay e greve dos professores.

Fechando o desfile, o último carro alegórico tem como temática o embate político-eleitoral entre #EleNão e #EleSim, que dominou as redes sociais entre apoiadores e opositores do presidente Jair Bolsonaro.

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Em defesa do patriotismo, Tatuapé desfila na busca por terceiro título

Escola precisou correr para não deixar buraco na avenida depois que um carro apresentou problemas na saída da concentração

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2019 | 04h42

SÃO PAULO - Um dos desfiles mais aguardados da primeira noite de Carnaval no sambódromo do Anhembi, a Acadêmicos do Tatuapé, escola da zona leste, entrou na avenida às 3h55 deste sábado, 2. O grupo busca o terceiro título consecutivo na defesa do patriotismo e do amor ao País. 

A escola precisou correr para não deixar um buraco na avenida depois que um carro apresentou problemas na saída da concentração. Apesar da falha, que causou corre-corre, a escola conseguiu levar a alegoria para o desfile.

Com as cores da bandeira do Brasil - amarelo, verde, azul e branco -, a Tatuapé apresentou como abre-alas os Templários, primeiros guerreiros da Guerra Santa, nos tons dourado, azul e vermelho com penas de pavão nas costas. Romanos, personagens da mitologia grega, samurais japones e guerreiros africanos também foram cantados.

Guerreiros da história, incluindo samurais, lendas e mitos, foram homenageados pelo samba-enredo: "Bravos guerreiros: por Deus, pela honra, pela justiça e pelos que precisam de nós". Na letra, a Tatuapé pregopregoh o patriotismo e o amor ao Brasil ao cantar: "Sou brasileiro.../Vou defender minha nação/Oh Patria amada, idolatrada, não chores em vão".

O vermelho também apareceu com força, sendo a principal cor do primeiro carro alegórico, intitulado "Em nome de Deus". Outras cores da agremição foram pink e preto, na ala dos samurais. Uma cobra e uma espada compuseram a fantasia dos guerreiros japoneses, simbolizando a sabedoria e a luta, respectivamente.

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'O show tem que continuar': X-9 emociona com homenagem a Arlindo Cruz

A presença do sambista no sambódromo do Anhembi é a principal novidade do primeiro dia de desfiles do grupo especial de São Paulo

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2019 | 05h48

SÃO PAULO - Penúltima da avenida nesta primeira noite de desfile no sambódromo do Anhembi, a X-9 Paulistana entrou na avenida para homenagear o sambista Arlindo Cruz às 5 horas deste sábado, 2. A escola foi a responsável pela grande novidade da noite: a presença do músico no sambódromo.

Arlindo se recupera de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido há dois anos e sua esposa chegou a anunciar nesta sexta-feira, 1, que o músico não poderia estar no desfile. Na madrugada deste sábado, contudo, sua participação foi anunciada nas redes sociais por seu filho Arlindinho, que é um dos compositores do samba que homenageia o pai.

Nas cores verde, vermelho e branco, a X-9 teve alas com referências às músicas do artista. Como mote, o samba-enredo trouxe "Meu lugar é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor! O show tem que continuar". A bateria animou o público, que vibrou, cantou em coro e registrou o espetáculo em vídeos e imagens. A rainha Juju Salimeni comandou a ala dos instrumentistas.

Na ala "O Show tem que continuar", uma celebração à composição do sambista, que canta "Quando em sua construção poética afirma que aconteça o que acontecer, o show da vida tem que continuar, mesmo que tenhamos que se apresentar em Paris, no Olimpiá". / COLABOROU IGOR MORAES

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