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Confira 10 mortes bizarras em São Paulo

Com base em boletins de ocorrência registrados em 2015, o levantamento traz casos em circunstâncias, no mínimo, curiosas

Guilherme Moraes, Especial para o Estado

28 Março 2016 | 09h00

SÃO PAULO - Sanduíche, dentadura e xixi de cachorro, em princípio, são todos inofensivos. Mas, por incrível que pareça, os três acabaram provocando a morte de alguém na cidade de São Paulo em 2015. A lista traz, ainda, um homem atingido por uma chave inglesa, um disparo acidental na própria perna e uma fatalidade em um jogo de futebol, entre outras. Confira:

1. O tropeço. No primeiro final de semana de 2015, durante a madrugada do dia 4 de janeiro, um jovem foi até a casa de um amigo que passava mal no bairro do Limão, na zona norte. Ao tentar ajudá-lo, tropeçou na calçada e bateu a cabeça. Ele chegou a ser socorrido por um terceiro amigo, mas já chegou morto ao Hospital Geral da Vila Nova Cachoeirinha.

2. Última parada. Em 14 de janeiro, uma mulher estava em um ônibus quando foi surpreendida por uma freada brusca. Ela se desequilibrou e acabou batendo a cabeça. A vítima foi socorrida por passageiros e pelo motorista até o Hospital Sancta Maggiore, na Radial Leste. Por causa da gravidade dos ferimentos, foi transferida para outra unidade de saúde, mas não resistiu.

3. Acidente de trabalho. A cena parecia de filme de terror: em meio a ferramentas e máquinas, um corpo estirado com uma chave inglesa cravada na cabeça. O acidente aconteceu no dia 28 de janeiro em uma polidora de veículos no Jardim Tietê, na zona leste. Segundo o único funcionário que presenciou o ocorrido, o colega de trabalho ligou acidentalmente uma máquina, que atirou a ferramenta na sua cabeça.

4. Acumulador. Uma sala cheia de lixo, com apenas uma cabeça à mostra. Foi essa a visão da polícia quando chegou para atender um chamado na Vila Industrial, na zona leste, em 18 de fevereiro. A vítima era conhecida pela obsessão em acumular coisas, incluindo lixo. A causa da morte, no entanto, é desconhecida. Segundo um irmão, ela se tratava nos últimos meses contra um câncer de fígado.

5. Enforcado na camiseta. No dia 7 de março, a polícia encontrou o corpo de um homem de aproximadamente 25 anos, preso a uma árvore em um barranco no Jardim Paulistano, zona norte. A suspeita é que ele tenha se desequilibrado, caído de uma altura de aproximadamente oito metros e ficado preso nos galhos, se enforcando na própria camiseta.

6. Pela culatra. Ainda em março, no dia 23, uma briga de trânsito em Itaquera, na zona leste, terminou com uma morte inusitada. A vítima, um policial federal, teria levado uma "fechada" no trânsito e resolveu sacar uma arma, mas disparou acidentalmente na própria perna direita. O homem chegou a ser socorrido pela mulher, que estava no mesmo carro, mas não sobreviveu.

7. Escorregão no xixi. Também na zona leste, no Itaim Paulista, uma mulher escorregou no xixi de seu cachorro quebrou a perna na queda, em 9 de abril. Ela foi levada por um sobrinho ao Pronto Socorro do Hospital Santa Marcelina. No dia seguinte, foi transferida ao Hospital Nossa Senhora do Pari, onde passou por cirurgia e acabou morrendo. A suspeita é que tenha reagido mal à anestesia.

8. Asfixiado com pão. Em 16 de junho, um homem morreu após se engasgar com um lanche de pão de forma e frios no Tatuapé, zona leste. Após o acidente, chegou a ser socorrido ao Hospital do Tatuapé, mas não resistiu. A vítima, segundo sua mãe, havia sofrido um grave atropelamento quatro anos antes, que limitou seus movimentos e até sua fala.

9. Engasgada com a dentadura. Na manhã de 17 de junho, um garoto ligou para a polícia avisando que a avó havia morrido em sua casa, no Jardim Nove de Julho, zona leste. No local, não havia sinais de violência ou arrombamento. Quando os investigadores chegaram, logo veio a descoberta: na garganta da vítima, estava sua prótese dentária, indicando morte por asfixia.

10. Matando a jogada. No dia 18 de junho, um homem jogava futebol na Estrada de Itapecerica, na zona sul, na posição de goleiro quando levou uma forte bolada no tórax. Ele teve uma parada cardiorrespiratória e foi socorrido ao Hospital do Campo Limpo, onde ficou internado por dez dias antes de morrer.

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